por J. Frederico Abbott-Galvão Jr.

In English

A violência na sociedade humana tem trazido às nossas relações uma força inercial que se deve a padrões de comportamento antes  indispensáveis na luta pela sobrevivência na selva, mas que são agora inaceitáveis ao buscarmos a  excelência e a perfeição a caminho do Paraíso. Desejamos ir para o espaço e não pelos ares, neste Século XXI que avança de forma rápida e complexa. A individualidade é essencial para o ser humano e cada personalidade é única, mas o egoísmo desperdiça energia quando exclui ou quando se defende da exclusão ou invasão. Por isso precisamos de um novo sinergismo (mente-alma-espírito) fundado na boa-vontade, boa fé e bom-senso, para seguirmos adiante com ordem, progresso e fé. Assim poderemos corrigir o monumental atraso evolutivo do planeta, nestes tempos trimilenares. É muito mais motivador o desafio do que é assustadora a ameaça.

Os heróis bem ilustram a inércia dos padrões de comportamento estratificados ao longo de nossa evolução: a atitude que neles admiramos poderia ser automática em cada um de nós. Como o egoísmo desaconselha sacrifícios extremos por qualquer causa, se alguém pratica atos valorosos é visto como herói. Sabemos também que os talentos podem variar em grau, extensão e profundidade, mas na verdade não sabemos muito sobre a natureza deles ou sobre seus componentes genético-circunstanciais. Os superdotados da MENSA se dizem normais, em meio aos 98% ainda daltônicos, que cultivam uma acomodada medianidade dita “normal” –os membros da Intertel estão na faixa dos 1% superiores em testes de QI. Na famosa experiência da Escola de A. S. Neill em Summerhill, Inglaterra, quase todos os alunos medianos a quem se comunicou serem superdotados passaram a comportar-se como tal, ao passo que a  maioria dos superdotados classificados de normais em pouco “normalizaram” seu rendimento escolar. Eles acreditaram na autoridade estabelecida e corresponderam às expectativas projetadas sobre sua inteligência.

O justo posicionamento no meio social é fator essencial para motivar o cidadão e ativar nele as potencialidades de aceleração do progresso conjunto. Um sistema educacional meritocrático e motivador, fundado na ambidestreza e no desenvolvimento equilibrado das inteligências e percepções que trazemos ao nascer (potenciais para a vida eterna) certamente produzirá o ser humano íntegro, ajustado e feliz que se dedicará de bom grado ao bem comum em seu desenvolvimento pessoal. No plano social, o senso de justiça que a criança evidencia ter desde a primeira infância, quando é fortemente contrariado em um grupo considerável, provoca reações compreensivelmente fortes, como ocorreu na Indonésia em meados dos Anos ’60 do século passado; há mais de um século na Rússia dos Romanov e há duzentos anos na França de Luís XVI e Maria Antonieta. A circulação revolucionária de elites tem aspectos lamentáveis que preventivamente deveríamos evitar a partir do atual nível de evolução do “homo spatialis”. Em alguns casos, contudo, a revolução parecia inevitável, como ocorreu em alguns países árabes do Oriente Médio e do Norte da África. As populações jovens pressionam por mudanças que julgam indispensáveis.

Para avançar como é necessário, também precisaremos neutralizar o ancestral  sentimento de culpa do homem ocidental, que  se considerava expulso do Éden (que existiu nas cercanias de Chipre), ignorando a esplêndida saga de Adão e Eva no Segundo Jardim (na Mesopotâmia) para se reabilitarem com “graça e integridade” do seu erro. Sentindo-nos rejeitados pelo Criador e desmerecedores da felicidade, chamávamos a sociedade ideal de utopia  (do grego “u” + “topos”  = que não existe em qualquer lugar). Desde que a ciência comprovou a evolução da vida a partir de seres unicelulares (de gênese ainda ignorada pela ciência, mas explicada pelos Filhos Engenheiros Biológicos do Pai – os Portadores de Vida), a religião sensatamente se está abrindo a essas revelações. Adquirimos então o direito e a responsabilidade de buscar a perfeição aqui na Terra e a Luz e Vida no futuro individual e conjunto, apesar da atual crise do capitalismo e do comunismo, que avançam para um socialismo democrático e crente ou um capitalismo social e fiel.

A miséria nos países emergentes (ou ainda mais pobres, em emergência humanitária) e o desemprego nos desenvolvidos, somados a catástrofes climáticas em todos os quadrantes, compõe um panorama que se agrava com a exclusão xenófoba, nos ricos, de migrantes desesperados dos pobres, que refletem a fraqueza dos modelos atuais em suas terras natais e confirmam a fragilidade também daquelas terras que procuram por instinto e desespero. Estes são momentos de decisão e de teste de todos os valores em que acreditamos. Os BRICS emergentes e o G20 relembram aos CHICs do Primeiro Mundo que não devem ser cruéis nem indiferentes em relação aos MEEKs (mansos) de que falou Jesus.

Muitos jovens, movidos pela energia e pelo idealismo que lhes são próprios, revoltam-se fortemente contra a injustiça nacional e internacional desta sociedade dita organizada e optam pela destrutividade movida pelo ódio e pela vingança que se retroalimentam em confrontos dialéticos. E cometem atos de verdadeiro “panicismo”, em assustadora evolução do antigo terrorismo. Mas, se meditarem um pouco, esses jovens impulsivos perceberão, em sua maioria, que algumas das soluções para a problemática atual requerem tão-somente uma honesta consensualização de valores no “establishment” que herdarão. No outro extremo, muitos se destroem ao consumirem drogas ilícitas que os fazem desperdiçar nesta vida potenciais trazidos para a vida eterna e que decerto farão muita falta, afetiva e socialmente, ao progresso da sociedade humana. Construindo uma economia de mercado justa e social-democrático-cristã, teremos um capitalismo consciente e mais ético ou um socialismo crente e moderado, que poderão articular nossas vontades de forma civilizada e sensata e negociar soluções no conserto das nações.

As soluções começariam pela regulação dos fluxos monetários e pela exploração sustentável da terra. Pois a terra é a fonte da única riqueza verdadeira, segundo Adam Smith, e origem da própria sociedade, de acordo com Jean-Jacques Rousseau, em seu Discurso Sobre a Origem das Desigualdades: “Le premier qui, ayant encerclé un terrain, s’avisa de dire ‘ceci est à moi’, e trouva des gens aussi simples pour le croire, fût le vrai fondateur de la societé humaine” .

A responsabilidade de buscar soluções é nossa, por enquanto. Algumas daquelas soluções parecem auto-evidentes, de tão práticas e viáveis quando vistas sem egoísmo. Se os governos das nações em situação de emergência, em suas jurisdições nacionais, comprarem propriedades improdutivas à vista, a preços de mercado e as parcelarem em granjas familiares, financiadas em 15 ou 20 anos e organizadas em cooperativas, em pouco tempo poderão tornar produtivos, pacíficos e felizes os camponeses sem-terra e os marginalizados sem-teto das grandes cidades. Respeitadas as propriedades produtivas, o valor da justa venda das terras improdutivas dinamizará os outros setores produtivos da economia, automaticamente. Quase todos os sem-terra e os sem-teto provêm do campo ou da periferia das grandes cidades, onde a educação e o lazer antes não chegavam, mas que poderão dinamizar-se fortemente com a educação à distância e as novas tecnologias.

Nas cidades eles receberão a atenção devida para uma vida digna e construtiva. No campo, felizes e saudáveis, aumentarão a produção de alimentos, reduzindo seu custo e os níveis de desnutrição (morrem de fome 216 pessoas por hora em todo o mundo e em todos os países, mesmo os ricos). Ao proporcionarem, nas cidades e no campo a necessária habitação condigna, a boa saúde e as efetivas escolas, mais a devida infra-estrutura e chances de circulação social pelo mérito, os governos nacionais incentivarão a construção civil e o empreendedorismo, criando empregos decentes e alimentando as melhores esperanças de todos. Assim desenharão uma espiral virtuosa de progresso onde antes estava um círculo vicioso de estagnação com sério risco de distopia. Os países desenvolvidos não têm os mesmos problemas na propriedade da terra que vemos aqui, mas suas cidades já têm outros, muito semelhantes aos nossos. Para nós no Brasil, a produtividade sustentável da terra é a equação crucial. E as nossas soluções poderão ser exemplares para os demais países, como foi o Programa Fome Zero no âmbito da ONU.

Por outro lado, para dar fim à crueldade que faz as famílias mais pobres terem mais filhos e os países menos ricos terem maior natalidade, os governos têm de combinar alguma forma de controle demográfico com as autoridades religiosas também. Não podemos continuar  encomendando almas para instalar tantas delas em meias-pessoas, com lesões cerebrais permanentes por falta de alimentação e traumas emocionais na primeira infância (cerca de 500.000 por ano, ou mais), mortificadas por desumanas privações e impossibilitadas  de inserção social razoável. A miséria no campo e a exclusão nas cidades decorrem em grande parte da falta de supervisão do trabalho das crianças, às vezes geradas para serem exploradas desde bebês e impedidas de estudar como merecem e devem, em lamentável desperdício de belos potenciais de vida eterna.

A filantropia ajuda muito em certos tempos e locais, e até salva muitas vidas, porém jamais corrigirá os nossos problemas estruturais, conquanto alivie a consciência daqueles que não querem lembrar-se de que 108 pessoas morrem de fome durante uma de nossas refeições normais de 30 minutos em família ou em pares. A existência de bilhões de pessoas carentes ou marginalizadas agride o valor do ser humano da Terra como espécie ascendente de filhos e filhas de Deus. Diante de tanta privação, qualquer desperdício deve também ser evitado, em nova consciência proporcionalmente austera daqueles que têm maior quantidade de bens e possibilidades. A sustentabilidade social depende de uma equilibrada distribuição dos recursos disponíveis, escalonando-se uma estável pirâmide social meritocrática e fraternizadora, na qual se reconheça o valor real de cada cidadão(ã).  

Uma nova sociedade fundada em valores definidos e compartilhados, voltada para o desenvolvimento potencializador de todos os talentos de cada ser humano, evitará a perda das qualidades latentes que as pessoas de mente normal trazem ao nascer. Esta sociedade se concentrará na conversão (sim, conversão!) dos criminosos, isto é, daqueles que se julgam casos perdidos e se aperfeiçoam na prática do mal. A reabilitação, em vez da quase impossível de hoje, por falta de perdão e misericórdia, estará sempre aberta aos que a desejarem. Dessa forma se estancará a triste sangria de bilhões de dólares e de milhares de talentos na luta de policiais versus bandidos, de ambos os lados da nossa equação civilizacional. Existem criminosos e contraventores porque os nossos valores “honestos” não os convencem e o risco que eles enfrentam é compensatório aos seus olhos e consciências. O atual sistema jurídico precisa aperfeiçoar a regulação estatal responsável e honesta, asseguradora de que não haverá excessos absurdos como se evidenciou em 2008, a partir de Wall Street. No plano financeiro, uma realista reforma regulatória possibilitará autorizar os “exportadores” de rendas duvidosas a conservarem 40 ou 50% de suas reservas sem registro, que atualmente dormitam, inúteis para o país, em caixas três de irônicos “paraísos fiscais”. Formalizado o processo de legalização, eles honestamente aplicariam os restantes percentuais em investimentos produtivos nos seus países de origem ou mesmo naqueles ex-paraísos, de forma realmente aceitável, moral e decente.

Justa, eficiente e incorruptível, uma autoridade tributária bem remunerada e regulada supervisionará, com respeito, as propriedades e rendas, cobrando impostos diretos proporcionais a estas e prevenindo a prática dos crimes patrimoniais, em parceria com um sistema bancário responsável e confiável. Articular-se-iam os gestores da sociedade público-privada-militar-eclesiástica que temos, com novas práticas contábeis dotadas de bela transparência e crescente ética. O roubo depende da existência de um mecanismo de receptação e desaparecerá automaticamente se ninguém praticar este segundo crime. A seguridade social, por sua vez, em crise devido à maior longevidade dos aposentados que se encaminham para o aperfeiçoamento de suas almas em outras vidas, poderá mantê-los bem tratados e com boa qualidade existencial, após ser fortalecida pela correção das fraudes ubíquas internacionalmente, mediante a sensata extensão dos prazos para aposentadoria e o aumento das contribuições previdenciárias, com pequenos aportes dos próprios inativos também.

O desemprego, intimidador para o cidadão e oneroso para a sociedade, seria eliminado ao reduzir-se a jornada semanal de trabalho em apenas um dos atuais cinco dias, isto é, 20% (três dias livres, cobrindo os três dias santos das religiões monoteístas de Jerusalém: a sexta muçulmana, o sábado judeu e o domingo cristão). Um policiamento confiável e respeitado pela eficiência evitará o aumento da criminalidade nos fins-de-semana, claro. Como nenhum país, fora aqueles em emergência, tem 20% de desemprego, em pouco haverá trabalho para todas as almas produtivas. Aumentada a produtividade pela menor carga horária e pela maior motivação cidadã, o consumo se ampliará em uma população ativa mais numerosa e saudável: a economia funcionará em escala mais ampla e dinâmica em todos os níveis e será impossível evitar o progresso.

A expansão do setor de lazer familiar ou individual ainda reforçará os benefícios econômico-financeiros dessa mudança. Impostos diretos e proporcionais à renda baixarão o custo de vida a ponto de quase suprimirem em pouco tempo a pobreza absoluta, sem contudo desestimularem o talento ou incentivarem a corrupção, como ocorria no sistema que observei Gorbachov começar a desmontar com a “Perestroika” e a “Glasnost” na Moscou de 1984-85 – aqui, Tancredo Neves adoecia naquele ano e suas cirurgias eram transmitidas pela TV. O sistema arrecadador brasileiro, em que o antigo leão da publicidade hoje pode ser simbolizado pelo grifo alado (pois voa de helicóptero), transformaria a evasão fiscal em crime contra a sociedade, mas permitindo discretas reabilitações, sem ênfase numa caça pública às bruxas.

O cidadão cumprirá as leis internas de bom grado, como observou Descartes em seu “Discurso Sobre o Método”, se aquelas leis forem poucas e transparentes (à maneira das normas do Comitê Gestor da Internet brasileira), após a codificação e compatibilização de que necessitam todos os países contemporâneos. Com intérpretes e aplicadores da lei auxiliados por pessoal bem treinado e equipado, bem remunerado e regulado, será devidamente nobilitada a atividade política e os aparatos judicial e policial atuarão com o respaldo e sem cumplicidade da população em desvios de conduta. A discrição de não publicar com estardalhaço os maus exemplos e de negar espaço para egos adoecidos valorizará o papel da mídia em novo patamar. Esta demonstrará maior apego à verdade e maior consciência de seu papel na educação informal do povo. O cumprimento das leis será monitorado também por conselhos profissionais e de vizinhança que enfatizarão a prevenção ou reabilitação, reduzindo ao mínimo a necessidade de punição prisional. A nova educação formará pessoas conscientes de sua cidadania global e cósmica, na condição de fraternos filhos de Deus, habitados pela divindade.

Em três níveis, de acordo com a renda e a posição social de seus hóspedes, as poucas prisões serão produtivas e dignas, com trabalho reabilitador e não-forçado – um novo setor da economia. Os cárceres serão destinados à reinserção dos infratores, não mais à especialização de muitos deles na prática de crimes, como hoje acontece. O caótico sistema penitenciário atual, sem os direitos humanos devidos a cada cidadão habitado pelo Deus interior, reflete a crise de nossa sociedade em seu pior ângulo e dificulta a reabilitação desejada pela mais ampla maioria dos que vierem a conhecer a dignidade da habitação divina em suas mentes. Caso aprovada em “referendum”, somente se aplicaria a pena de morte em seguida a um processo seguro e socialmente custo-beneficial, para expurgar os criminosos hediondos e recalcitrantes, inapelavelmente irredutíveis em sua postura criminosa. Os comportamentos hoje vistos como criminosos são, aliás, analisáveis com base nos mecanismos de adaptação, à vida citadina, dos impulsos ancestrais animais e de nossa genética adâmica menor do que o normal, abaixo do padrão dos mundos normais do tempo-espaço.

Os prejuízos da criminalidade e as despesas que ela acarreta em segurança e justiça equivalem, no plano interno, aos provocados no plano internacional pelos descomunais gastos militares, que podem por sua vez reduzir-se mediante uma sensata articulação entre os países e uma conjunta supervisão reguladora em escala regional e global, que já começa a esboçar-se desde a crise de 2008. Mantidos somente os aparatos bélico e policial minimamente necessários à ordem e à segurança de cada país, incontáveis bilhões de dólares serão canalizados para a defesa civil, a pesquisa científica integrada e a fascinante exploração conjunta do espaço. Alguns países iriam terraformar Marte, por exemplo, enquanto outros fariam o mesmo em Vênus, começando o nosso avanço para o espaço aparentemente sem fim. Isto é o que poderíamos fazer sozinhos, claro…

Nosso desafio é belamente enorme: aperfeiçoar a natureza em co-criação com Deus, na condição de destinatários de Sua própria concepção, a caminho do Corpo da Finalidade da Criação no Paraíso. Nós que evoluímos de Andón e Fonta (o primeiro casal, há um milhão de anos) e melhoramos geneticamente com Adão e Eva (há 37 mil anos), estamos desenvolvendo, com muita ajuda invisível, o ser humano em equilíbrio dos círculos psico-cósmicos (a mente auto-conhecedora, na Criação revelada). No futuro levaremos nossos melhores valores pelo universo afora, em processo que evitará qualquer recessão planetária e dará esplêndida motivação à juventude que já tivemos, cada um de nós que hoje estamos na ancianidade otimista. Com essa nova estrutura auto-consciente de cidadãos cósmicos e filhos de Deus atingiremos, sim, a paz indispensável para cuidar dos interesses comuns a todos os povos e cidadãos, inspirados pela supra- e inter-religiosa Revelação do Livro de Urântia (ver Google e Wikipédia) e de outras revelações divinas intercomplementares. Estaremos todos irmanados, em nível supra-consciente, pelos deuses interiores individuais que constroem nossas almas de potencial imortal, quando queremos ou podemos construí-las. Na Terra (Urântia) trataremos de forjar uma sociedade ideal (a Era de Luz e Vida é o destino de todos os mundos do tempo-espaço) em que cada um possa ser material e espiritualmente feliz, em busca da excelência individual e coletiva, isto é, da perfeição que o Pai nos convida a desenvolvermos. Se Ele nos convida, então ela é atingível e devemos procurá-la.

Depois procuraremos (ou até receberemos antes), irmãos estelares de outras esferas celestes em nome dEle, para celebrarmos a volta de Cristo Michael, o Filho Criador deste universo de Nébadon, que vivendo como Jesus de Nazaré, aqui atingiu a supremacia de Filho Criador Maior, em nome da Trindade do Paraíso – nós integramos o sétimo superuniverso do tempo-espaço, chamado de Orvônton. Se não O recebermos aqui materialmente no Segundo Advento, poderemos acompanhar Sua volta pelas transmissões cósmicas da refletividade, enquanto estivermos a caminho da capital do universo local de Nébadon. Depois da morte, iremos primeiro pelos 7 Mundos de Mansões (para o aperfeiçoamento da alma moroncial), depois pela capital do Sistema Planetário de Satânia e da Constelação de Norlatiadeque. Afinal estaremos em Sálvington e atingiremos o estágio de espíritos de primeira etapa, a caminho do Universo Central e Perfeito de Havona. De qualquer forma, os que pensam como este autor procurarão ir até o Paraíso, no centro da criação majestosa do Pai Eterno Mais-Que-Espírito, cada um em sua perfeição pessoal e eternizada, conforme aprendemos no Livro de Urântia (Chicago, Illinois, 1955, edição original inglesa já traduzida para 17 idiomas; e em português desde 2004 na Internet, em papel desde 2008, sob o #  ISBN 978-1-883395—25-4). Vide www.urantia.org (mundial) ou www.urantia.com.br.

Nessa Revelação nos é dito que o Pai e os Filhos do Paraíso constroem universos locais com big bangs no tempo-espaço, para depois implantarem vida em planetas que orbitam estrelas e induzirem civilizações planetárias em que o padrão é a combinação de seis raças evoluídas de um primeiro casal humano pós-unicelular, civilizadas por um Príncipe Planetário a meio caminho e mais tarde enriquecidas geneticamente pelo sangue adâmico – as lacunas de nossa história estão belamente preenchidas no Livro de Urântia. Sob a governança espiritual de nosso Pai-Irmão-Soberano Cristo Michael, com o Espírito Materno e seu primogênito Gabriel de Sálvington tentaremos completar a parte que nos cabe, de co-criação neste tempo-espaço do Planeta Azul, para que depois o Pai Eterno Mais-Que-Espírito nos indique o que deveremos fazer, até mais além de sua própria criação organizada hoje, que tem quatro níveis de espaço exterior ainda não habitados (!). A eles o Pai dirige 95% de Suas energias mais-que-espirituais…

Buenos Aires, 21 Agosto 2019.

Atividades profissionais e espirituais

O Conselheiro (QE) J. Frederico Abbott Galvão Jr. foi 3º Secretário no antigo Departamento de Cooperação Cultural, Científica e Tecnológica (DCT) do Itamaraty em Brasília e na Missão junto à UNESCO em Paris e em Belgrado (delegações); 2º Secretário na Missão do Brasil junto à OEA (Washington) e Encarregado da Seção Consular em Moscou; de volta ao Brasil, serviu no Departamento do Oriente Próximo (DEOP) e em Ancara, Turquia (inverno de ‘91); como 1° Secretário foi Cônsul-Adjunto em Buenos Aires e Encarregado de Negócios na Guatemala, onde atuou como Chefe da Seção Consular, Adido Comercial e de Imprensa. Conselheiro no Quadro Especial (QE) desde 2002, tem-se dedicado aos trabalhos supra- e inter-religiosos do Movimento Urantiano em seu sentido mais amplo, que se pode acompanhar nos sites: 1) <urantia.com>, Chicago, Illinois; 2) <tmarchives.com> (York, Pennsylvania); 3) <truthboook.com> (Boulder, Colorado); 4) <11:11progressgroup> dos Seres Intermediários em Illawarra, Austrália; 5) <elub.googlegroups.com> (Grupo de Estudantes do Livro de Urântia no Brasil (ELUB), Brasília, DF; 6) Associação Urântia Brasil (AUB), Brasília, DF; 7) Missão Instrutora (<tmarchives.com.br>, York, Pennsylvania); e 8) Missão Magisterial do Tempo de Correção (<monjoronson.com>). Adicionalmente, traduziu para os Nordan Symposia, em inglês, 53 comunicações recebidas no Brasil, em português, no ano de 2005, pelo Grupo de Ribeirão Preto (Black Brook Group).