{"id":9213,"date":"2024-12-01T21:27:34","date_gmt":"2024-12-02T00:27:34","guid":{"rendered":"https:\/\/tmarchives.com.br\/wp\/?page_id=9213"},"modified":"2026-01-26T15:18:08","modified_gmt":"2026-01-26T18:18:08","slug":"as-seis-racas-de-cor","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/tmarchives.com.br\/wp\/?page_id=9213","title":{"rendered":"As Seis Ra\u00e7as de Cor"},"content":{"rendered":"\n<a href='https:\/\/tmarchives.com.br\/wp\/pdf\/cores.pdf' download='cores.pdf' rel=\"noopener\"><figure class=\"wp-block-image alignright size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/tmarchives.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/download-6155763_1280-1024x1024.png\" alt=\"Download\" title=\"Download\"class=\"wp-image-8533\" style=\"object-fit:cover;width:41px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/tmarchives.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/download-6155763_1280-1024x1024.png 1024w, https:\/\/tmarchives.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/download-6155763_1280-300x300.png 300w, https:\/\/tmarchives.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/download-6155763_1280-150x150.png 150w, https:\/\/tmarchives.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/download-6155763_1280-768x768.png 768w, https:\/\/tmarchives.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/download-6155763_1280.png 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/a>\n\n\n\n<a href='https:\/\/tmarchives.com.br\/wp\/pdf\/cores.pdf' target='_Blank' rel=\"noopener\">\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"32\" height=\"32\" src=\"https:\/\/tmarchives.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/impressora.png\" alt=\"Abrir e Imprimir\"  title=\"Abrir e Imprimir\" class=\"wp-image-8529\"  style=\"object-fit:cover\"\/><\/figure><\/a>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><br><br>As Seis Ra\u00e7as de Cor<\/p>\n\n\n\n<p>O Documento 64 do Livro de Ur\u00e2ntia \u00e9 intitulado &#8220;As Ra\u00e7as Evolucion\u00e1rias do Tempo&#8221;. Trata da evolu\u00e7\u00e3o das diversas ra\u00e7as da Terra, desde o surgimento dos primeiros humanos verdadeiros, Andon e Fonta, h\u00e1 um milh\u00e3o de anos, at\u00e9 a chegada de Ad\u00e3o e Eva, 38 mil anos atr\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>Bastante depois do aparecimento de Andon e Fonta, uma parte de seus descendentes se diversificou em seis ra\u00e7as principais, conhecidas como as ra\u00e7as sangiques. Elas s\u00e3o identificadas por suas cores: vermelha, laranja, amarela, verde, azul e \u00edndigo, todas elas especialmente inteligentes em rela\u00e7\u00e3o aos primeiros andonitas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 usual a evolu\u00e7\u00e3o dessas ra\u00e7as de cor nos planetas geol\u00f3gicos do tempo-espa\u00e7o. \u201cA competi\u00e7\u00e3o \u00e9 saudavelmente estimulada pela diversidade de ra\u00e7as\u201d. O destino de cada mundo, nas Eras de Luz e Vida, \u00e9 ter uma s\u00f3 ra\u00e7a, uma s\u00f3 religi\u00e3o e um s\u00f3 idioma.<\/p>\n\n\n\n<p>A ra\u00e7a vermelha foi a primeira a se espalhar pelo planeta e \u00e9 conhecida pelas habilidades na ca\u00e7a e pela resist\u00eancia. Empurrada para a Am\u00e9rica pela ra\u00e7a amarela, fez grandes progressos em v\u00e1rios centros de civiliza\u00e7\u00e3o no M\u00e9xico, na Am\u00e9rica Central e na Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>Os povos da ra\u00e7a laranja se destacaram pelo esp\u00edrito combativo e foram os primeiros a construir um grupo social est\u00e1vel. Entretanto, entraram em confronto com a ra\u00e7a verde e acabaram sendo absorvidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os indiv\u00edduos da ra\u00e7a amarela foram os primeiros a abandonar a ca\u00e7a e estabelecer comunidades est\u00e1veis. Prosperaram em climas temperados e s\u00e3o conhecidos por sua intelig\u00eancia e habilidades organizacionais. Estabeleceram-se amplamente nas regi\u00f5es da \u00c1sia.<\/p>\n\n\n\n<p>A ra\u00e7a verde, caracterizada por uma complexa diversidade de cl\u00e3s, n\u00e3o foi t\u00e3o bem-sucedida quanto as outras. Enfrentou muitos conflitos internos e foi absorvida pelos outros grupos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os seres da ra\u00e7a azul eram avan\u00e7ados e tecnologicamente h\u00e1beis. S\u00e3o conhecidos por suas conquistas culturais e intelectuais. Espalharam-se pela Europa e contribu\u00edram significativamente para o desenvolvimento da civiliza\u00e7\u00e3o ocidental.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00faltima a surgir foi a ra\u00e7a \u00edndigo, conhecida por sua coragem e for\u00e7a. Migrou para o continente africano, onde suas caracter\u00edsticas f\u00edsicas e culturais se tornaram prevalecentes.<\/p>\n\n\n\n<p>O documento 64 do LU tamb\u00e9m detalha como a intera\u00e7\u00e3o e a mistura entre essas ra\u00e7as influenciaram o desenvolvimento da sociedade humana. As guerras, migra\u00e7\u00f5es e alian\u00e7as entre os diferentes grupos resultaram em grande diversidade gen\u00e9tica e cultural. Um longo processo de miscigena\u00e7\u00e3o foi vital para as inova\u00e7\u00f5es e para a resili\u00eancia humana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"btn\"><b>Documento 64 do Livro de Ur\u00e2ntia<\/b><\/p>\n                                                                                                                     \n<h2>As Ra\u00e7as Evolucion\u00e1rias de Cor<\/h2>\n<p id=\"U64_0_1\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>64:0.1 (718.1)<\/b><\/small><\/span> ESTA \u00e9 a hist\u00f3ria das ra\u00e7as evolucion\u00e1rias de Ur\u00e2ntia desde os dias de Andon e Fonta, h\u00e1 quase um milh\u00e3o de anos, passando pela \u00e9poca do Pr\u00edncipe Planet\u00e1rio at\u00e9 o fim da idade glacial.<\/p>\n\n<p id=\"U64_0_2\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>64:0.2 (718.2)<\/b><\/small><\/span> A ra\u00e7a humana tem quase um milh\u00e3o de anos, e a primeira metade da sua hist\u00f3ria corresponde, grosso modo, aos dias anteriores \u00e0 vinda do Pr\u00edncipe Planet\u00e1rio para Ur\u00e2ntia. A segunda metade da hist\u00f3ria da humanidade come\u00e7a na \u00e9poca da chegada do Pr\u00edncipe Planet\u00e1rio e do aparecimento das seis ra\u00e7as de cor e corresponde, grosso modo, ao per\u00edodo comumente considerado como a Idade da Pedra Lascada.<\/p>\n\n<h2 id=\"U64_1_0\">1. Os Abor\u00edgines And\u00f4nicos<\/h2>\n<p id=\"U64_1_1\"><span class=\"btn\"><small><b>64:1.1 (718.3)<\/b><\/small><\/span> O homem primitivo fez o seu aparecimento evolucion\u00e1rio na Terra h\u00e1 pouco menos de um milh\u00e3o de anos, e teve uma experi\u00eancia rude. Ele tentou escapar instintivamente do perigo de reproduzir-se com as tribos de s\u00edmios inferiores. Contudo, ele n\u00e3o podia migrar para o leste, por causa das eleva\u00e7\u00f5es tibetanas \u00e1ridas, a 9 000 metros de altitude acima do n\u00edvel do mar; nem podia ir para o sul, nem para o oeste, por causa da grande extens\u00e3o do mar Mediterr\u00e2neo, que ent\u00e3o se estendia para o leste, at\u00e9 o oceano \u00cdndico; e, quando foi para o norte, ele encontrou o gelo que avan\u00e7ava. Por\u00e9m, ainda que a migra\u00e7\u00e3o posterior tivesse sido bloqueada pelo gelo e, embora as tribos em dispers\u00e3o houvessem se tornado cada vez mais hostis, os grupos mais inteligentes nunca alimentaram a id\u00e9ia de ir para o sul, viver entre os seus primos peludos de intelecto inferior que habitavam em \u00e1rvores. <\/p>\n\n<p id=\"U64_1_2\"><span class=\"btn\"><small><b>64:1.2 (718.4)<\/b><\/small><\/span> Muitas das primeiras emo\u00e7\u00f5es religiosas do homem brotaram do seu sentimento de impot\u00eancia, quanto ao meio ambiente fechado de tal situa\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica: montanhas \u00e0 direita, \u00e1gua \u00e0 esquerda e gelo pela frente. Esses andonitas progressivos, todavia, n\u00e3o queriam voltar para o sul; para junto dos seus parentes inferiores, habitantes de \u00e1rvores.<\/p>\n\n<p id=\"U64_1_3\"><span class=\"btn\"><small><b>64:1.3 (718.5)<\/b><\/small><\/span> Esses andonitas, ao contr\u00e1rio dos h\u00e1bitos dos seus parentes n\u00e3o humanos, evitavam as florestas. Nas florestas, o homem sempre se deteriorara; a evolu\u00e7\u00e3o humana fez progresso apenas em terras abertas e nas latitudes mais elevadas. O frio e a fome das terras abertas estimulam a a\u00e7\u00e3o, a inven\u00e7\u00e3o e o esp\u00edrito empreendedor. Enquanto essas tribos andonitas produziam os pioneiros da ra\u00e7a humana atual, em meio \u00e0s rudes prova\u00e7\u00f5es e priva\u00e7\u00f5es dos rigorosos climas n\u00f3rdicos, os seus primos atrasados deleitavam-se nas florestas tropicais sulinas da terra de sua origem primitiva comum.<\/p>\n\n<p id=\"U64_1_4\"><span class=\"btn\"><small><b>64:1.4 (718.6)<\/b><\/small><\/span> Esses acontecimentos ocorreram durante os tempos da terceira invas\u00e3o glacial, que os vossos ge\u00f3logos consideram como sendo a primeira. Os dois primeiros per\u00edodos glaciais n\u00e3o se estenderam \u00e0 Europa setentrional.<\/p>\n\n<p id=\"U64_1_5\"><span class=\"btn\"><small><b>64:1.5 (718.7)<\/b><\/small><\/span> Durante a maior parte da idade glacial, a Inglaterra estava ligada por terra \u00e0 Fran\u00e7a, enquanto, ulteriormente, a \u00c1frica esteve ligada \u00e0 Europa pelo istmo Siciliano. Na \u00e9poca das migra\u00e7\u00f5es and\u00f4nicas, havia uma cont\u00ednua rota de terras que, passando pela Europa e pela \u00c1sia, ligava a Inglaterra, a oeste, at\u00e9 Java, no leste; mas a Austr\u00e1lia de novo estava isolada, o que acentuava ainda mais o desenvolvimento de uma fauna peculiar sua.<\/p>\n\n<p id=\"U64_1_6\"><span class=\"btn\"><small><b>64:1.6 (719.1)<\/b><\/small><\/span> H\u00e1 950 mil anos, os descendentes de Andon e Fonta haviam migrado para bem longe, a leste e a oeste. Para irem at\u00e9 o oeste, eles passaram pela Europa, indo para a Fran\u00e7a e a Inglaterra. Posteriormente, penetraram em dire\u00e7\u00e3o leste, at\u00e9 Java, onde os seus ossos foram recentemente encontrados \u2014 o chamado homem de Java \u2014 , e ent\u00e3o prosseguiram no seu caminho para a Tasm\u00e2nia.<\/p>\n\n<p id=\"U64_1_7\"><span class=\"btn\"><small><b>64:1.7 (719.2)<\/b><\/small><\/span> Os grupos que se dirigiram para o oeste ficaram menos contaminados pelas linhagens retr\u00f3gradas, de origem ancestral comum, do que os que foram para o leste, que se miscigenaram livremente com os primos, animais inferiores. Esses indiv\u00edduos n\u00e3o progressistas derivaram para o sul e logo se uniram com as tribos inferiores. Mais tarde, um n\u00famero crescente de descendentes mesti\u00e7os deles retornou ao norte, para se miscigenar com os povos and\u00f4nicos, que se expandiam rapidamente; e essas uni\u00f5es infelizes infalivelmente deterioraram a ra\u00e7a superior. Os grupos primitivos mantinham, cada vez menos, a adora\u00e7\u00e3o d\u2019Aquele Que D\u00e1 o Alento. Essa civiliza\u00e7\u00e3o primitiva, na sua aurora, estava amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n<p id=\"U64_1_8\"><span class=\"btn\"><small><b>64:1.8 (719.3)<\/b><\/small><\/span> E assim tem sido sempre em Ur\u00e2ntia. As civiliza\u00e7\u00f5es mais promissoras s\u00e3o as que se t\u00eam, sucessivamente, deteriorado e, finalmente, se extinguido, devido \u00e0 loucura de permitir que os superiores procriem livremente com os inferiores.<\/p>\n\n<h2 id=\"U64_2_0\">2. Os Povos de Foxhall<\/h2>\n<p id=\"U64_2_1\"><span class=\"btn\"><small><b>64:2.1 (719.4)<\/b><\/small><\/span> H\u00e1 900 mil anos, as artes de Andon e Fonta e a cultura de Onagar estavam em vias de desaparecimento da face da Terra; a cultura, a religi\u00e3o e mesmo a elabora\u00e7\u00e3o de trabalhos de pedra estavam na mais plena decad\u00eancia.<\/p>\n\n<p id=\"U64_2_2\"><span class=\"btn\"><small><b>64:2.2 (719.5)<\/b><\/small><\/span> Esses foram tempos em que um grande n\u00famero de grupos de mesti\u00e7os inferiores estava chegando \u00e0 Inglaterra, vindos do sul da Fran\u00e7a. Essas tribos eram t\u00e3o misturadas com as criaturas simianas da floresta, que mal podiam ser consideradas humanas. N\u00e3o tinham nenhuma religi\u00e3o, mas faziam trabalhos toscos de pedra e possu\u00edam intelig\u00eancia suficiente para fazer o fogo.<\/p>\n\n<p id=\"U64_2_3\"><span class=\"btn\"><small><b>64:2.3 (719.6)<\/b><\/small><\/span> Eles foram seguidos, na Europa, por um povo, de um certo modo superior e prol\u00edfico, cujos descendentes logo se espalharam por todo o continente, desde as geleiras, ao norte, at\u00e9 os Alpes e o Mediterr\u00e2neo, ao sul. Essas tribos s\u00e3o as chamadas ra\u00e7as de Heidelberg.<\/p>\n\n<p id=\"U64_2_4\"><span class=\"btn\"><small><b>64:2.4 (719.7)<\/b><\/small><\/span> Durante esse longo per\u00edodo de decad\u00eancia cultural, os povos de Foxhall, da Inglaterra, e as tribos de Badonan, do noroeste da \u00cdndia, continuaram a manter algumas das tradi\u00e7\u00f5es de Andon e alguns remanescentes da cultura de Onagar.<\/p>\n\n<p id=\"U64_2_5\"><span class=\"btn\"><small><b>64:2.5 (719.8))<\/b><\/small><\/span> Os povos de Foxhall estavam no extremo oeste e tiveram \u00eaxito em guardar o suficiente da cultura and\u00f4nica; e tamb\u00e9m preservaram o seu conhecimento do trabalho na pedra; conhecimento esse que transmitiram aos seus descendentes, os antigos ancestrais dos esquim\u00f3s.<\/p>\n\n<p id=\"U64_2_6\"><span class=\"btn\"><small><b>64:2.6 (719.9))<\/b><\/small><\/span> Embora os remanescentes dos povos de Foxhall tivessem sido os \u00faltimos a serem descobertos na Inglaterra, esses andonitas foram realmente os primeiros seres humanos que viveram naquelas regi\u00f5es. Naquela \u00e9poca, uma ponte de terra ainda ligava a Fran\u00e7a e a Inglaterra; e, como a maioria dos primeiros povoados dos descendentes de Andon estava assentada ao longo dos rios e nas costas dos mares daquela \u00e9poca primitiva, esses povoados encontram-se agora sob as \u00e1guas do canal da Mancha e do mar do Norte, com exce\u00e7\u00e3o de uns tr\u00eas ou quatro que est\u00e3o ainda acima do n\u00edvel do mar, na costa inglesa.<\/p>\n\n<p id=\"U64_2_7\"><span class=\"btn\"><small><b>64:2.7 (720.1))<\/b><\/small><\/span> Muitos dentre os povos de Foxhall, os mais inteligentes e espirituais, mantiveram a sua superioridade racial e perpetuaram os seus costumes religiosos primitivos. E esses povos, \u00e0 medida que mais tarde se misturaram a linhagens subseq\u00fcentes, transladaram-se da Inglaterra para o oeste, depois de uma invas\u00e3o glacial ulterior, e sobreviveram, constituindo os esquim\u00f3s atuais.<\/p>\n<br>\n<h2 id=\"U64_3_0\">3. As Tribos Badonan<\/h2>\n<p id=\"U64_3_1\"><span class=\"btn\"><small><b>64:3.1 (720.2))<\/b><\/small><\/span> Al\u00e9m dos povos de Foxhall, no oeste, outro centro ativo de cultura subsistiu no leste. Esse grupo vivia nos sop\u00e9s dos planaltos, no noroeste da \u00cdndia, entre as tribos de Badonan, que era um tetraneto de Andon. Esses povos foram os \u00fanicos descendentes de Andon que nunca praticaram o sacrif\u00edcio humano.<\/p>\n\n<p id=\"U64_3_2\"><span class=\"btn\"><small><b>64:3.2 (720.3))<\/b><\/small><\/span> Esses badonitas das terras altas ocuparam um plat\u00f4 extenso, cercado de florestas, atravessado por correntezas e abundante em ca\u00e7a. Como alguns dos seus primos no Tibete, eles viviam em abrigos rudes de pedra, em grutas nas encostas e em galerias semi-subterr\u00e2neas.<\/p>\n\n<p id=\"U64_3_3\"><span class=\"btn\"><small><b>64:3.3 (720.4))<\/b><\/small><\/span> Enquanto as tribos do norte temiam cada vez mais o gelo, os que viviam perto das suas terras de origem tornaram-se excessivamente temerosos da \u00e1gua. Eles presenciaram a pen\u00ednsula da Mesopot\u00e2mia afundando gradativamente no oceano e, embora ela emergisse v\u00e1rias vezes, as tradi\u00e7\u00f5es dessas ra\u00e7as primitivas cresceram em fun\u00e7\u00e3o dos perigos do mar e do medo de inunda\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas. E esse temor, junto com a sua experi\u00eancia de enchentes de rios, explica por que buscavam os planaltos como um local seguro onde viver.<\/p>\n\n<p id=\"U64_3_4\"><span class=\"btn\"><small><b>64:3.4 (720.5))<\/b><\/small><\/span> A leste do dom\u00ednio dos povos de Badonan, nos montes Siwalik, da \u00cdndia do norte, podem ser encontrados f\u00f3sseis que se aproximam dos tipos de transi\u00e7\u00e3o entre o homem e os v\u00e1rios grupos pr\u00e9-humanos, mais do que em quaisquer outros locais na Terra.<\/p>\n\n<p id=\"U64_3_5\"><span class=\"btn\"><small><b>64:3.5 (720.6))<\/b><\/small><\/span> H\u00e1 850 mil anos, as tribos superiores de Badonan come\u00e7aram uma guerra de extermina\u00e7\u00e3o, dirigida contra os seus vizinhos inferiores e animalizados. Em menos de mil anos, a maior parte dos grupos animais dessas regi\u00f5es fora destru\u00edda, ou recuara de volta para as florestas do sul. Essa campanha para a extermina\u00e7\u00e3o dos seres inferiores trouxe um ligeiro aperfei\u00e7oamento nas tribos das montanhas daquela idade. E os descendentes miscigenados dessa ra\u00e7a badonita aprimorada apareceram nessa fase do desenvolvimento como um povo aparentemente novo \u2014 a ra\u00e7a de Neandertal.<\/p>\n<br>\n<h2 id=\"U64_4_0\">4. As Ra\u00e7as de Neanderthal<\/h2>\n<p id=\"U64_4_1\"><span class=\"btn\"><small><b>64:4.1 (720.7))<\/b><\/small><\/span> Os homens de Neandertal eram excelentes lutadores e faziam longas viagens. Espalharam-se gradativamente dos centros dos planaltos, no noroeste da \u00cdndia, para a Fran\u00e7a, a oeste, para a China, a leste, e mesmo descendo para o norte da \u00c1frica. Eles dominaram o mundo por quase meio milh\u00e3o de anos, at\u00e9 o tempo da migra\u00e7\u00e3o das ra\u00e7as evolucion\u00e1rias de cor.<\/p>\n\n<p id=\"U64_4_1\"><span class=\"btn\"><small><b>64:4.2 (720.8))<\/b><\/small><\/span> H\u00e1 800 mil anos, a ca\u00e7a era abundante; muitas esp\u00e9cies de cervos, bem como de elefantes e de hipop\u00f3tamos, perambulavam pela Europa. O gado era abundante; os cavalos e os lobos estavam em todos os lugares. Os homens de Neandertal foram grandes ca\u00e7adores, e as tribos na Fran\u00e7a foram as primeiras a adotar a pr\u00e1tica de dar aos ca\u00e7adores de maior \u00eaxito o direito de escolha das esposas.<\/p>\n\n<p id=\"U64_4_1\"><span class=\"btn\"><small><b>64:4.3 (721.1))<\/b><\/small><\/span> A rena foi extremamente \u00fatil a esses povos de Neandertal, servindo de alimento, de roupa e de instrumentos, pois eles faziam v\u00e1rios usos dos seus chifres e ossos. Tinham pouca cultura, mas melhoraram, em muito, o trabalho de entalhe nas pedras, at\u00e9 que este atingiu quase o n\u00edvel dos dias de Andon. As pedras maiores, presas a cabos de madeira, voltaram a ser usadas e serviam como machados e picaretas.<\/p>\n\n<p id=\"U64_4_1\"><span class=\"btn\"><small><b>64:4.4 (721.2))<\/b><\/small><\/span> H\u00e1 750 mil anos, o quarto len\u00e7ol de gelo avan\u00e7ara para o sul. Com os implementos aperfei\u00e7oados, os homens de Neandertal fizeram buracos no gelo que cobriam os rios do norte e, assim, podiam fisgar o peixe que vinha at\u00e9 esses orif\u00edcios. Essas tribos sempre recuavam diante do gelo que avan\u00e7ava e, nessa \u00e9poca, houve a maior invas\u00e3o glacial na Europa.<\/p>\n\n<p id=\"U64_4_1\"><span class=\"btn\"><small><b>64:4.5 (721.3))<\/b><\/small><\/span> Nessa \u00e9poca, a glacial siberiana fazia a sua progress\u00e3o m\u00e1xima para o sul, compelindo o homem primitivo a deslocar-se mais para o sul, de volta \u00e0s suas terras de origem. Mas a esp\u00e9cie humana, ent\u00e3o, estava t\u00e3o suficientemente diferenciada que o perigo de miscigena\u00e7\u00f5es futuras, com os seus parentes s\u00edmios atrasados, diminu\u00edra em muito.<\/p>\n\n<p id=\"U64_4_1\"><span class=\"btn\"><small><b>64:4.6 (721.4))<\/b><\/small><\/span> H\u00e1 700 mil anos, a quarta glacial, a maior de todas na Europa, estava come\u00e7ando a regredir; os homens e os animais estavam retornando para o norte. O clima era fresco e \u00famido, e o homem primitivo novamente prosperava na Europa e na \u00c1sia ocidental. Gradualmente, as florestas espalharam-se para o norte, sobre a terra que havia sido t\u00e3o recentemente coberta pelas geleiras.<\/p>\n\n<p id=\"U64_4_1\"><span class=\"btn\"><small><b>64:4.7 (721.5))<\/b><\/small><\/span> A vida dos mam\u00edferos pouco havia mudado, por causa das grandes glaciais. Esses animais subsistiram naquele cintur\u00e3o estreito de terra entre o gelo e os Alpes e, com o retrocesso das geleiras, de novo espalharam-se rapidamente por toda a Europa. Vindos da \u00c1frica, passando pela ponte de terra da Sic\u00edlia, chegaram elefantes de presas retas, rinocerontes de imensos focinhos, hienas e le\u00f5es africanos; e esses novos animais virtualmente exterminaram os tigres dentes-de-sabre e os hipop\u00f3tamos.<\/p>\n\n<p id=\"U64_4_1\"><span class=\"btn\"><small><b>64:4.8 (721.6))<\/b><\/small><\/span> H\u00e1 650 mil anos, presenciou-se a continua\u00e7\u00e3o do clima suave. No meio do per\u00edodo interglacial, o tempo havia-se tornado t\u00e3o quente que os Alpes ficaram quase despidos de gelo e de neve.<\/p>\n\n<p id=\"U64_4_1\"><span class=\"btn\"><small><b>64:4.9 (721.7))<\/b><\/small><\/span> H\u00e1 600 mil anos, as geleiras haviam-se retra\u00eddo, ent\u00e3o, ao m\u00e1ximo, na dire\u00e7\u00e3o do norte e, depois de uma pausa de alguns milhares de anos, novamente iam para o sul, na sua quinta incurs\u00e3o. Entretanto, por cinq\u00fcenta mil anos, houve pouca modifica\u00e7\u00e3o de clima. O homem e os animais da Europa modificaram-se pouco. A ligeira aridez do per\u00edodo anterior diminuiu e as geleiras alpinas desceram at\u00e9 muito baixo, nos vales dos rios.<\/p>\n\n<p id=\"U64_4_1\"><span class=\"btn\"><small><b>64:4.10 (721.8))<\/b><\/small><\/span> H\u00e1 550 mil anos, a geleira que avan\u00e7ava novamente empurrou o homem e os animais para o sul. Dessa vez, entretanto, o homem tinha muito espa\u00e7o no largo cintur\u00e3o de terra que se estendia para o nordeste, penetrando a \u00c1sia, e que ficava entre a faixa de gelo e o mar Negro, grandemente expandido, ent\u00e3o, como um bra\u00e7o do Mediterr\u00e2neo.<\/p>\n\n<p id=\"U64_4_1\"><span class=\"btn\"><small><b>64:4.11 (721.9))<\/b><\/small><\/span> Essas \u00e9pocas, da quarta e da quinta glaciais, testemunharam ainda outra dissemina\u00e7\u00e3o da cultura rude das ra\u00e7as do homem de Neandertal. Houve t\u00e3o pouco progresso, contudo, que realmente parecia que a tentativa de produzir um tipo novo e modificado de vida inteligente em Ur\u00e2ntia estava para fracassar. Por quase um quarto de milh\u00e3o de anos, esses povos primitivos deixaram-se levar, ca\u00e7ando e lutando, por avan\u00e7os espor\u00e1dicos em algumas dire\u00e7\u00f5es, mas, no todo, retrocedendo, certamente, se comparados aos seus ancestrais and\u00f4nicos superiores.<\/p>\n\n<p id=\"U64_4_1\"><span class=\"btn\"><small><b>64:4.12 (721.10))<\/b><\/small><\/span> Durante essas idades de trevas espirituais, a cultura supersticiosa da humanidade decaiu at\u00e9 o seu n\u00edvel mais baixo. O homem de Neandertal realmente n\u00e3o tinha nenhuma religi\u00e3o al\u00e9m de uma supersti\u00e7\u00e3o vergonhosa. Eles tinham um medo mortal das nuvens, mais especialmente de nevoeiros e neblinas. Uma religi\u00e3o primitiva de medo das for\u00e7as naturais desenvolveu-se gradativamente, enquanto a adora\u00e7\u00e3o de animais declinava, \u00e0 medida que o aperfei\u00e7oamento das armas, com a abund\u00e2ncia da ca\u00e7a, tornou esse povo capaz de viver com menos ansiedade a respeito da pr\u00f3pria alimenta\u00e7\u00e3o; e as recompensas do sexo, aos melhores ca\u00e7adores, levaram a um melhoramento nas habilidades da arte da ca\u00e7a. Essa nova religi\u00e3o do medo levou \u00e0s tentativas de aplacar as for\u00e7as invis\u00edveis por tr\u00e1s dos elementos naturais, e culminou, posteriormente, com os sacrif\u00edcios de seres humanos para apaziguar essas for\u00e7as f\u00edsicas invis\u00edveis e desconhecidas.E essa pr\u00e1tica terr\u00edvel do sacrif\u00edcio humano tem sido perpetuada pelos povos mais atrasados de Ur\u00e2ntia, at\u00e9 o s\u00e9culo vinte desta era.<\/p>\n\n<p id=\"U64_4_1\"><span class=\"btn\"><small><b>64:4.13 (722.1) )<\/b><\/small><\/span>Esses primitivos homens de Neandertal dificilmente poderiam ser chamados de adoradores do sol. Eles viviam mais o medo da escurid\u00e3o; tinham um pavor mortal do cair da noite. Desde que a lua brilhasse um pouco, eles conseguiam manter o seu sangue-frio, mas, nas noites sem lua, eles chegavam ao p\u00e2nico e come\u00e7avam a sacrificar os seus melhores exemplares de homens e mulheres, em um esfor\u00e7o para induzir a lua a brilhar de novo. O sol, eles logo perceberam, voltaria regularmente, mas a lua, eles achavam que ela retornava por causa dos sacrif\u00edcios que faziam dos seus semelhantes. \u00c0 medida que a ra\u00e7a avan\u00e7ou, o objeto e o prop\u00f3sito do sacrif\u00edcio mudaram progressivamente, mas a oferta do sacrif\u00edcio humano, como parte de um cerimonial religioso, perdurou ainda por um longo tempo.<\/p>\n\n<h2 id=\"U64_5_0\">5. A Origem das Ra\u00e7as Coloridas<\/h2>\n<p id=\"U64_5_1\"><span class=\"btn\"><small><b>64:5.1 (722.2))<\/b><\/small><\/span> H\u00e1 500 mil anos, as tribos Badonan dos planaltos ao noroeste da \u00cdndia viram-se envolvidas em uma outra grande luta racial. Por mais de cem anos, essa guerra impiedosa gerou a viol\u00eancia e, quando a longa luta chegou ao fim, restavam apenas cerca de cem fam\u00edlias. Esses sobreviventes eram, por\u00e9m, os mais inteligentes e os mais desej\u00e1veis de todos os descendentes de Andon e Fonta, que ent\u00e3o permaneciam vivos.<\/p>\n\n<p id=\"U64_5_2\"><span class=\"btn\"><small><b>64:5.2 (722.3))<\/b><\/small><\/span> E, entre esses badonitas dos planaltos, houve um acontecimento novo e estranho. Um homem e uma mulher que viviam na parte nordeste da regi\u00e3o habitada dos planaltos, come\u00e7aram subitamente a produzir uma fam\u00edlia de crian\u00e7as inusitadamente inteligentes. Essa foi a fam\u00edlia sangique, os ancestrais de todas as seis ra\u00e7as coloridas de Ur\u00e2ntia.<\/p>\n\n<p id=\"U64_5_3\"><span class=\"btn\"><small><b>64:5.3 (722.4))<\/b><\/small><\/span> Essas crian\u00e7as sangiques, em n\u00famero de dezenove, n\u00e3o apenas eram mais inteligentes do que os seus semelhantes, mas as suas peles manifestavam uma tend\u00eancia \u00fanica de tomar v\u00e1rias cores com a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 luz do sol. Dessas dezenove crian\u00e7as, cinco eram vermelhas, duas alaranjadas, quatro amarelas, duas verdes, quatro azuis e duas \u00edndigo-negras. Essas cores tornaram-se mais pronunciadas \u00e0 medida que as crian\u00e7as foram ficando mais adultas e, quando, mais tarde, esses jovens se mesclaram aos seus companheiros de tribo, toda a sua prog\u00eanie tendia para a cor de pele do ascendente sangique.<\/p>\n\n<p id=\"U64_5_4\"><span class=\"btn\"><small><b>64:5.4 (722.5))<\/b><\/small><\/span> E, agora, eu interrompo a narrativa cronol\u00f3gica, para chamar a vossa aten\u00e7\u00e3o \u00e0 chegada do Pr\u00edncipe Planet\u00e1rio, por volta dessa \u00e9poca, enquanto consideramos separadamente as seis ra\u00e7as sangiques de Ur\u00e2ntia.<\/p>\n\n<h2 id=\"U64_6_0\">6. As Seis Ra\u00e7as Sangiques de Ur\u00e2ntia<\/h2>\n<p id=\"U64_6_1\"><span class=\"btn\"><small><b>64:6.1 (722.6))<\/b><\/small><\/span> Num planeta evolucion\u00e1rio normal, as seis ra\u00e7as evolutivas de cor aparecem uma a uma; o homem vermelho \u00e9 o primeiro a evoluir e, durante idades, ele percorre o mundo, antes que as sucessivas ra\u00e7as coloridas apare\u00e7am. A emerg\u00eancia simult\u00e2nea de todas as seis ra\u00e7as em Ur\u00e2ntia, e em uma mesma fam\u00edlia, foi bastante excepcional.<\/p>\n\n<p id=\"U64_6_2\"><span class=\"btn\"><small><b>64:6.2 (723.1))<\/b><\/small><\/span> O aparecimento dos primeiros andonitas, em Ur\u00e2ntia, foi tamb\u00e9m um fato novo em Sat\u00e2nia. Em nenhum outro mundo, no sistema local, essa ra\u00e7a de criaturas volitivas evoluiu antes das ra\u00e7as evolucion\u00e1rias de cor.<\/p>\n\n<p id=\"U64_6_3\"><span class=\"btn\"><small><b>64:6.3 (723.2)<\/b><\/small><\/span> 1. O homem vermelho. Esses povos eram esp\u00e9cimes not\u00e1veis da ra\u00e7a humana e, sob muitos aspectos, superiores a Andon e Fonta. Eles formavam o grupo mais inteligente e foram os primeiros filhos dos sangiques a desenvolverem uma civiliza\u00e7\u00e3o e um governo tribal. Eles sempre foram mon\u00f3gamos; mesmo os seus descendentes mistos raramente praticavam a poligamia.<\/p>\n\n<p id=\"U64_6_4\"><span class=\"btn\"><small><b>64:6.4 (723.3)<\/b><\/small><\/span> Em tempos posteriores, eles tiveram problemas s\u00e9rios e prolongados com os seus irm\u00e3os amarelos na \u00c1sia. Foram ajudados pela inven\u00e7\u00e3o prematura do arco e da flecha, mas, infelizmente, herdaram uma tend\u00eancia forte dos seus antepassados, de lutar entre si pr\u00f3prios, e isso os enfraqueceu tanto que as tribos amarelas tornaram-se capazes de expuls\u00e1-los do continente asi\u00e1tico.<\/p>\n\n<p id=\"U64_6_5\"><span class=\"btn\"><small><b>64:6.5 (723.4)<\/b><\/small><\/span> H\u00e1 cerca de 85 mil anos, os remanescentes relativamente puros da ra\u00e7a vermelha foram em massa para a Am\u00e9rica do Norte e, pouco depois disso, o istmo de Behring afundou, isolando-os assim. Nenhum homem vermelho jamais retornou \u00e0 \u00c1sia. No entanto, em toda a Sib\u00e9ria, na China, na \u00c1sia central, na \u00cdndia e na Europa, eles deixaram para tr\u00e1s muito do seu sangue misturado a outras ra\u00e7as coloridas.<\/p>\n\n<p id=\"U64_6_6\"><span class=\"btn\"><small><b>64:6.6 (723.5)<\/b><\/small><\/span> Quando o homem vermelho atravessou para a Am\u00e9rica, ele trouxe consigo grande parte dos ensinamentos e das tradi\u00e7\u00f5es da sua origem primitiva. Os seus ancestrais imediatos tinham estado em contato com as \u00faltimas atividades da sede-central mundial do Pr\u00edncipe Planet\u00e1rio. Contudo, pouco tempo depois de alcan\u00e7ar as Am\u00e9ricas, o homem vermelho come\u00e7ou a perder de vista esses ensinamentos e ocorreu um grande decl\u00ednio intelectual e espiritual na sua cultura. Logo, esses povos ca\u00edram de novo em lutas t\u00e3o furiosas, entre eles pr\u00f3prios, que parecia que essas guerras tribais resultariam na r\u00e1pida extin\u00e7\u00e3o desses remanescentes relativamente puros da ra\u00e7a vermelha.<\/p>\n\n<p id=\"U64_6_7\"><span class=\"btn\"><small><b>64:6.7 (723.6)<\/b><\/small><\/span> Por causa desse grande retrocesso, os homens vermelhos pareciam condenados quando, h\u00e1 cerca de sessenta e cinco mil anos, Onamonalonton surgiu como o seu l\u00edder e libertador espiritual. Ele trouxe uma paz tempor\u00e1ria entre os homens vermelhos americanos e reavivou a sua adora\u00e7\u00e3o do \u201cGrande Esp\u00edrito\u201d. Onamonalonton viveu at\u00e9 os noventa e seis anos de idade e manteve o seu n\u00facleo central em meio \u00e0s grandes sequ\u00f3ias da Calif\u00f3rnia. Muitos dos seus \u00faltimos descendentes chegaram at\u00e9 os tempos modernos, entre os \u00cdndios P\u00e9s Negros.<\/p>\n\n<p id=\"U64_6_8\"><span class=\"btn\"><small><b>64:6.8 (723.7)<\/b><\/small><\/span> Com o passar dos tempos, os ensinamentos de Onamonalonton transformaram-se em tradi\u00e7\u00f5es vagas. As guerras fratricidas recome\u00e7aram, e nunca mais, depois dos dias desse grande instrutor, surgiu outro l\u00edder que trouxesse uma paz universal entre eles. As ra\u00e7as mais inteligentes pereciam cada vez mais nessas lutas tribais e, n\u00e3o fora isso, uma grande civiliza\u00e7\u00e3o teria sido constru\u00edda no continente norte-americano por esses homens vermelhos inteligentes e h\u00e1beis.<\/p>\n\n<p id=\"U64_6_9\"><span class=\"btn\"><small><b>64:6.9 (723.8)<\/b><\/small><\/span> Depois de haver passado para a Am\u00e9rica, vindo da China, o homem vermelho do norte nunca mais entrou em contato com outras influ\u00eancias do mundo (exceto o esquim\u00f3), at\u00e9 que, mais tarde, fosse descoberto pelo homem branco. E foi uma infelicidade que o homem vermelho tenha quase completamente perdido a sua oportunidade de ser elevado por uma mistura com o sangue Ad\u00e2mico posterior. Como aconteceu, o homem vermelho n\u00e3o podia governar o homem branco, e n\u00e3o queria servir voluntariamente a ele. Nessas circunst\u00e2ncias, se as duas ra\u00e7as n\u00e3o se misturam, uma ou a outra fica condenada.<\/p>\n\n<p id=\"U64_6_10\"><span class=\"btn\"><small><b>64:6.10 (723.9)<\/b><\/small><\/span> 2. O homem alaranjado. A caracter\u00edstica que mais se destacava nessa ra\u00e7a era a sua necessidade peculiar de construir, de edificar toda e qualquer coisa, ainda que fosse empilhar grandes montes de pedras para ver qual tribo faria a pilha maior. Embora n\u00e3o fosse um povo progressivo, eles beneficiaram-se muito das escolas do Pr\u00edncipe, enviando representantes para instruir-se ali.<\/p>\n\n<p id=\"U64_6_11\"><span class=\"btn\"><small><b>64:6.11 (724.1)<\/b><\/small><\/span> A ra\u00e7a laranja foi a primeira a seguir a linha da costa do Mediterr\u00e2neo na dire\u00e7\u00e3o sul, at\u00e9 a \u00c1frica, quando esse mar afastava-se para o oeste. Entretanto, eles nunca firmaram favoravelmente pontos de apoio na \u00c1frica, e foram exterminados quando da chegada ulterior da ra\u00e7a verde.<\/p>\n\n<p id=\"U64_6_12\"><span class=\"btn\"><small><b>64:6.12 (724.2)<\/b><\/small><\/span> Antes do seu fim, esse povo perdeu muito terreno, espiritual e culturalmente; mas houve um grande recrudescimento de um n\u00edvel superior de vida, em resultado da lideran\u00e7a s\u00e1bia de Porshunta, a mente mestra dessa desafortunada ra\u00e7a, que a ela trouxe a sua ministra\u00e7\u00e3o quando o seu centro geral era em Armagedon, h\u00e1 cerca de trezentos mil anos.<\/p>\n\n<p id=\"U64_6_13\"><span class=\"btn\"><small><b>64:6.13 (724.3)<\/b><\/small><\/span> A \u00faltima grande luta, entre os homens alaranjados e os verdes, ocorreu na regi\u00e3o do vale do baixo Nilo, no Egito. Essa guerra intermin\u00e1vel durou quase cem anos e, no seu final, pouqu\u00edssimos representantes da ra\u00e7a alaranjada permaneciam vivos. Os restos dispersos desse povo foram absorvidos pelos homens verdes e, posteriormente, pelos \u00edndigo-negros, que chegaram mais tarde. Enquanto ra\u00e7a, contudo, o homem alaranjado deixou de existir h\u00e1 cerca de cem mil anos.<\/p>\n\n<p id=\"U64_6_14\"><span class=\"btn\"><small><b>64:6.14 (724.4)<\/b><\/small><\/span> 3. O homem amarelo. As tribos amarelas primitivas foram as primeiras a abandonar a ca\u00e7a, a estabelecer comunidades est\u00e1veis, e a desenvolver uma vida familiar baseada na agricultura. Intelectualmente, eles eram um pouco inferiores ao homem vermelho, mas, social e coletivamente, eles demonstraram ser superiores a todos os povos sangiques, no que se refere a fomentar a civiliza\u00e7\u00e3o de uma ra\u00e7a. Por haverem desenvolvido um esp\u00edrito fraternal, com as v\u00e1rias tribos aprendendo a viver juntas em uma paz relativa, eles tornaram-se capazes de ir expulsando a ra\u00e7a vermelha \u00e0 medida que iam gradualmente expandindo-se pela \u00c1sia.<\/p>\n\n<p id=\"U64_6_15\"><span class=\"btn\"><small><b>64:6.15 (724.5)<\/b><\/small><\/span> Eles viajaram para longe das influ\u00eancias da sede-central espiritual do mundo e entraram em grandes trevas espirituais, depois da apostasia de Calig\u00e1stia; mas esse povo teve uma idade brilhante, quando Singlangton, h\u00e1 cerca de cem mil anos, assumiu a lideran\u00e7a dessas tribos e proclamou a adora\u00e7\u00e3o da \u201cVerdade \u00danica\u201d.<\/p>\n\n<p id=\"U64_6_16\"><span class=\"btn\"><small><b>64:6.16 (724.6)<\/b><\/small><\/span> A sobreviv\u00eancia de n\u00fameros relativamente grandes de homens da ra\u00e7a amarela \u00e9 devida ao pacifismo entre as tribos. Desde os dias de Singlangton, aos tempos da China moderna, a ra\u00e7a amarela tem estado entre as na\u00e7\u00f5es mais pac\u00edficas de Ur\u00e2ntia. Essa ra\u00e7a recebeu um legado pequeno, mas potente, da posterior descend\u00eancia Ad\u00e2mica importada.<\/p>\n\n<p id=\"U64_6_17\"><span class=\"btn\"><small><b>64:6.17 (724.7)<\/b><\/small><\/span> 4. O homem verde. A ra\u00e7a verde foi um dos grupos menos capazes de homens primitivos, e eles foram muito enfraquecidos pelas extensas migra\u00e7\u00f5es em v\u00e1rias dire\u00e7\u00f5es. Antes da sua dispers\u00e3o, essas tribos conheceram um grande renascimento cultural, sob a lideran\u00e7a de Fantad, h\u00e1 uns trezentos e cinq\u00fcenta mil anos.<\/p>\n\n<p id=\"U64_6_18\"><span class=\"btn\"><small><b>64:6.18 (724.8)<\/b><\/small><\/span> A ra\u00e7a verde separou-se em tr\u00eas grandes divis\u00f5es. As tribos do norte foram vencidas, escravizadas e absorvidas pelas ra\u00e7as amarela e azul. O grupo do leste foi amalgamado aos povos da \u00cdndia daqueles dias, e alguns remanescentes ainda perduram em meio \u00e0queles povos. A na\u00e7\u00e3o sulina entrou na \u00c1frica, onde destruiu a ra\u00e7a dos seus primos, quase igualmente inferiores, da ra\u00e7a alaranjada.<\/p>\n\n<p id=\"U64_6_19\"><span class=\"btn\"><small><b>64:6.19 (724.9)<\/b><\/small><\/span> Sob muitos aspectos, ambos os grupos estavam equiparadamente dotados para essa luta, pois ambos traziam linhagens da ordem dos gigantes; muitos dos seus l\u00edderes tinham entre dois metros e quarenta, e dois metros e sessenta de altura. Essas linhagens de homens verdes gigantes ficaram, na sua maioria, confinadas a essa na\u00e7\u00e3o sulina ou eg\u00edpcia.<\/p>\n\n<p id=\"U64_6_20\"><span class=\"btn\"><small><b>64:6.20 (725.1)<\/b><\/small><\/span> Os remanescentes dos homens verdes vitoriosos foram absorvidos, subseq\u00fcentemente, pela ra\u00e7a \u00edndigo, o \u00faltimo dos povos coloridos a desenvolver-se e a emigrar do centro sangique original de dispers\u00e3o das ra\u00e7as.<\/p>\n\n<p id=\"U64_6_21\"><span class=\"btn\"><small><b>64:6.21 (725.2)<\/b><\/small><\/span> 5. O homem azul. Os homens azuis formaram um grande povo. Muito cedo, eles inventaram a lan\u00e7a e, em seguida, elaboraram os rudimentos de muitas das artes da civiliza\u00e7\u00e3o moderna. O homem azul tinha o poder cerebral do homem vermelho, associado \u00e0 alma e ao sentimento do homem amarelo. Os descendentes Ad\u00e2micos preferiam-nos a todas as ra\u00e7as coloridas posteriores que sobreviveram.<\/p>\n\n<p id=\"U64_6_22\"><span class=\"btn\"><small><b>64:6.22 (725.3)<\/b><\/small><\/span> Os homens azuis primitivos foram sens\u00edveis \u00e0s persuas\u00f5es dos educadores do corpo de assessores do Pr\u00edncipe Calig\u00e1stia e foram lan\u00e7ados em uma grande confus\u00e3o pelos ensinamentos deturpados dos l\u00edderes traidores. Como outras ra\u00e7as primitivas, eles nunca se recuperaram plenamente do abalo produzido pela trai\u00e7\u00e3o de Calig\u00e1stia, e tamb\u00e9m nunca conseguiram superar inteiramente a tend\u00eancia de lutar entre si.<\/p>\n\n<p id=\"U64_6_23\"><span class=\"btn\"><small><b>64:6.23 (725.4)<\/b><\/small><\/span> Aproximadamente quinhentos anos depois da queda de Calig\u00e1stia, ocorreu uma ampla renascen\u00e7a cultural e religiosa de um tipo primitivo \u2014 no entanto, real e ben\u00e9fica. Orlandof tornou-se um grande instrutor da ra\u00e7a azul e conduziu muitas tribos de volta ao culto do Deus verdadeiro, sob o nome de \u201co Chefe Supremo\u201d. Esse foi o maior avan\u00e7o do homem azul, at\u00e9 tempos posteriores, quando essa ra\u00e7a foi t\u00e3o enormemente elevada pelo acr\u00e9scimo do sangue Ad\u00e2mico.<\/p>\n\n<p id=\"U64_6_24\"><span class=\"btn\"><small><b>64:6.24 (725.5)<\/b><\/small><\/span> As pesquisas e explora\u00e7\u00f5es europ\u00e9ias, sobre a antiga Idade da Pedra Lascada, t\u00eam muito a ver com a escava\u00e7\u00e3o dos instrumentos, ossos e objetos de artesanato desses antigos homens azuis, pois eles perduraram na Europa at\u00e9 tempos recentes. As chamadas ra\u00e7as brancas, de Ur\u00e2ntia, s\u00e3o descendentes desses homens azuis, pois eles foram, primeiro, modificados por uma leve mistura com as ra\u00e7as amarela e vermelha e, mais tarde, foram elevados em muito pela assimila\u00e7\u00e3o de por\u00e7\u00f5es maiores da ra\u00e7a violeta.<\/p>\n\n<p id=\"U64_6_25\"><span class=\"btn\"><small><b>64:6.25 (725.6)<\/b><\/small><\/span> 6. A ra\u00e7a \u00edndigo. Do mesmo modo que os homens vermelhos foram os mais avan\u00e7ados de todos os povos sangiques, os homens negros foram os de menor progresso. Foram os \u00faltimos a migrar dos planaltos da sua origem. Eles foram para a \u00c1frica, tomaram posse do continente e, desde ent\u00e3o, permaneceram sempre l\u00e1, salvo quando tirados dali \u00e0 for\u00e7a, de \u00e9pocas em \u00e9pocas, como escravos.<\/p>\n\n<p id=\"U64_6_26\"><span class=\"btn\"><small><b>64:6.26 (725.7)<\/b><\/small><\/span> Isolados na \u00c1frica, os povos \u00edndigos, como o homem vermelho, receberam pouca ou nenhuma eleva\u00e7\u00e3o racial que se poderia haver derivado da infus\u00e3o do sangue Ad\u00e2mico. A s\u00f3s, na \u00c1frica, a ra\u00e7a \u00edndigo fez poucos avan\u00e7os, at\u00e9 os dias de Orvonon, quando experimentou um grande despertar espiritual. Se bem que, mais tarde, quase se esqueceu do \u201cDeus dos Deuses\u201d, proclamado por Orvonon, n\u00e3o perdeu inteiramente o desejo de adorar o Desconhecido; pelo menos, manteve uma forma de adora\u00e7\u00e3o, at\u00e9 uns poucos milhares de anos.<\/p>\n\n<p id=\"U64_6_27\"><span class=\"btn\"><small><b>64:6.27 (725.8)<\/b><\/small><\/span> N\u00e3o obstante o seu atraso, esses povos \u00edndigos t\u00eam o mesmo status, perante os poderes celestes, de qualquer das outras ra\u00e7as terrenas.<\/p>\n\n<p id=\"U64_6_28\"><span class=\"btn\"><small><b>64:6.28 (725.9)<\/b><\/small><\/span> Essas foram idades de lutas intensas entre as v\u00e1rias ra\u00e7as, contudo, pr\u00f3ximo \u00e0 sede-central do Pr\u00edncipe Planet\u00e1rio, os grupos mais esclarecidos e de instru\u00e7\u00e3o mais recente viveram juntos em uma relativa harmonia, embora nenhuma grande conquista cultural das ra\u00e7as do mundo tenha sido realizada at\u00e9 o momento em que a eclos\u00e3o da rebeli\u00e3o de L\u00facifer causou uma s\u00e9ria interrup\u00e7\u00e3o nesse regime de harmonia.<\/p>\n\n<p id=\"U64_6_29\"><span class=\"btn\"><small><b>64:6.29 (726.1)<\/b><\/small><\/span> De tempos em tempos, todos esses diferentes povos conheceram renascimentos culturais e espirituais. Mansant foi um grande educador dos dias p\u00f3s-Pr\u00edncipe Planet\u00e1rio. Contudo, estamos fazendo men\u00e7\u00e3o apenas aos l\u00edderes destacados e educadores que influenciaram e inspiraram de modo marcante uma ra\u00e7a inteira. Com o passar dos tempos, muitos mestres menores surgiram, em regi\u00f5es diferentes; e, no conjunto, eles contribu\u00edram muito para a soma total das influ\u00eancias salvadoras que impediram um colapso cabal da civiliza\u00e7\u00e3o cultural, especialmente durante as idades longas e obscuras entre a rebeli\u00e3o de Calig\u00e1stia e a chegada de Ad\u00e3o.<\/p>\n\n<p id=\"U64_6_30\"><span class=\"btn\"><small><b>64:6.30 (726.2)<\/b><\/small><\/span> H\u00e1 raz\u00f5es boas, suficientes e em grande n\u00famero que justificam o plano de fazer evoluir tr\u00eas ou seis ra\u00e7as coloridas, nos mundos do espa\u00e7o. Embora os mortais de Ur\u00e2ntia possam n\u00e3o estar em posi\u00e7\u00e3o de saber apreciar todas essas raz\u00f5es, n\u00f3s gostar\u00edamos de chamar a aten\u00e7\u00e3o para as seguintes:<\/p>\n\n<p id=\"U64_6_31\"><span class=\"btn\"><small><b>64:6.31 (726.3)<\/b><\/small><\/span> 1. A variedade \u00e9 indispens\u00e1vel, para dar oportunidade a um amplo funcionamento da sele\u00e7\u00e3o natural, levando \u00e0 sobreviv\u00eancia dos estratos superiores.<\/p>\n\n<p id=\"U64_6_32\"><span class=\"btn\"><small><b>64:6.32 (726.4)<\/b><\/small><\/span> 2. Ra\u00e7as mais fortes e melhores podem ser obtidas, em conseq\u00fc\u00eancia de cruzamentos de povos diversos, quando essas ra\u00e7as diferentes s\u00e3o portadoras de fatores de uma heran\u00e7a superior. E as ra\u00e7as de Ur\u00e2ntia ter-se-iam beneficiado de uma tal miscigena\u00e7\u00e3o antecipada, caso o povo resultante pudesse ter sido subseq\u00fcentemente elevado, de um modo efetivo, por uma miscigena\u00e7\u00e3o cuidadosa com a ra\u00e7a Ad\u00e2mica superior. Uma tentativa de se efetuar um experimento assim, em Ur\u00e2ntia, sob as condi\u00e7\u00f5es raciais atuais, seria altamente desastrosa.<\/p>\n\n<p id=\"U64_6_33\"><span class=\"btn\"><small><b>64:6.33 (726.5)<\/b><\/small><\/span> 3. A competi\u00e7\u00e3o \u00e9 saudavelmente estimulada pela diversidade de ra\u00e7as.<\/p>\n\n<p id=\"U64_6_34\"><span class=\"btn\"><small><b>64:6.34 (726.6)<\/b><\/small><\/span> 4. As diferen\u00e7as no status das ra\u00e7as e grupos, dentro de cada ra\u00e7a, s\u00e3o essenciais para o desenvolvimento da toler\u00e2ncia e do altru\u00edsmo humano.<\/p>\n\n<p id=\"U64_6_35\"><span class=\"btn\"><small><b>64:6.35 (726.7)<\/b><\/small><\/span> 5. A homogeneidade da ra\u00e7a humana n\u00e3o \u00e9 desej\u00e1vel, antes que os povos de um mundo em evolu\u00e7\u00e3o atinjam n\u00edveis relativamente altos de desenvolvimento espiritual.<\/p>\n\n<h2 id=\"U64_7_0\">7. A Dispers\u00e3o das Ra\u00e7as de Cor<\/h2>\n<p id=\"U64_7_1\"><span class=\"btn\"><small><b>64:7.1 (726.8)<\/b><\/small><\/span> Quando os descendentes coloridos da fam\u00edlia sangique come\u00e7aram a multiplicar-se e a buscar oportunidades de expans\u00e3o nos territ\u00f3rios adjacentes, a quinta glacial, ou segundo vossos c\u00e1lculos geol\u00f3gicos, a terceira, j\u00e1 estava bem avan\u00e7ada, na sua arremetida para o sul, sobre a Europa e a \u00c1sia. Essas primeiras ra\u00e7as coloridas haviam sido testadas, de um modo extraordin\u00e1rio, pelos rigores e priva\u00e7\u00f5es da idade glacial da sua origem. Essa glacial foi t\u00e3o extensa, na \u00c1sia, que, por milhares de anos, a migra\u00e7\u00e3o para o leste da \u00c1sia ficou interrompida. E n\u00e3o foi poss\u00edvel alcan\u00e7ar a \u00c1frica, antes da \u00faltima retra\u00e7\u00e3o do mar Mediterr\u00e2neo, conseq\u00fcente da eleva\u00e7\u00e3o da Ar\u00e1bia.<\/p>\n\n<p id=\"U64_7_2\"><span class=\"btn\"><small><b>64:7.2 (726.9)<\/b><\/small><\/span> Assim foi que, durante quase cem mil anos, esses povos sangiques espalharam-se pelos sop\u00e9s das montanhas e misturaram-se, mais ou menos intensamente, n\u00e3o obstante a antipatia peculiar, mas natural, que cedo se manifestou entre as diferentes ra\u00e7as.<\/p>\n\n<p id=\"U64_7_3\"><span class=\"btn\"><small><b>64:7.3 (726.10)<\/b><\/small><\/span> Entre a \u00e9poca do Pr\u00edncipe Planet\u00e1rio e a de Ad\u00e3o, a \u00cdndia tornou-se o lar das popula\u00e7\u00f5es mais cosmopolitas jamais encontradas na face da Terra. Infelizmente, por\u00e9m, essas misturas vieram a conter elementos excessivos das ra\u00e7as verde, alaranjada e \u00edndigo. Esses povos sangiques secund\u00e1rios tiveram uma exist\u00eancia mais facilitada e agrad\u00e1vel nas terras do sul, e muitos deles posteriormente migraram para a \u00c1frica. Os povos sangiques prim\u00e1rios, as ra\u00e7as superiores, evitaram os tr\u00f3picos; a vermelha, indo para o nordeste at\u00e9 a \u00c1sia, seguida de perto pelo homem amarelo, enquanto a ra\u00e7a azul mudou-se para o nordeste, ganhando a Europa.<\/p>\n\n<p id=\"U64_7_4\"><span class=\"btn\"><small><b>64:7.4 (727.1)<\/b><\/small><\/span> Os homens vermelhos come\u00e7aram a migrar muito cedo para o nordeste, acompanhando o recuo do gelo, contornando os planaltos da \u00cdndia e ocupando todo o nordeste da \u00c1sia. E foram seguidos de perto pelas tribos amarelas, que os expulsaram, subseq\u00fcentemente, da \u00c1sia para a Am\u00e9rica do Norte.<\/p>\n\n<p id=\"U64_7_5\"><span class=\"btn\"><small><b>64:7.5 (727.2)<\/b><\/small><\/span> Quando os remanescentes de linhagem relativamente pura, da ra\u00e7a vermelha, abandonaram a \u00c1sia, havia onze tribos, e o n\u00famero deles era de pouco mais do que sete mil, entre homens, mulheres e crian\u00e7as. Essas tribos estavam acompanhadas de tr\u00eas grupos pequenos, de ascend\u00eancia mista, o maior dos quais sendo uma combina\u00e7\u00e3o das ra\u00e7as alaranjada e azul. Esses tr\u00eas grupos nunca confraternizaram plenamente com o homem vermelho e logo rumaram na dire\u00e7\u00e3o sul, para o M\u00e9xico e para a Am\u00e9rica Central, onde a eles se juntou, mais tarde, um pequeno grupo misturado de amarelos e vermelhos. Esses povos casaram-se todos entre si, fundando uma nova ra\u00e7a miscigenada, muito menos guerreira do que os homens vermelhos de linhagem pura. Em cinco mil anos, essa ra\u00e7a amalgamada dividiu-se em tr\u00eas grupos, estabelecendo respectivamente as civiliza\u00e7\u00f5es do M\u00e9xico, da Am\u00e9rica Central e da Am\u00e9rica do Sul. O ramo da Am\u00e9rica do Sul recebeu um leve toque do sangue de Ad\u00e3o.\n\n<p id=\"U64_7_6\"><span class=\"btn\"><small><b>64:7.6 (727.3)<\/b><\/small><\/span> Numa certa extens\u00e3o, os homens vermelhos e amarelos primitivos misturaram-se na \u00c1sia, e a prog\u00eanie dessa uni\u00e3o emigrou para o leste e ao longo do litoral sulino e, finalmente, a ra\u00e7a amarela, que crescia rapidamente, expulsou-os para as pen\u00ednsulas e as ilhas pr\u00f3ximas da costa mar\u00edtima. S\u00e3o eles os homens morenos de hoje em dia.<\/p>\n\n<p id=\"U64_7_7\"><span class=\"btn\"><small><b>64:7.7 (727.4)<\/b><\/small><\/span> A ra\u00e7a amarela continuou a ocupar as regi\u00f5es centrais da \u00c1sia oriental. De todas as seis ra\u00e7as coloridas, dela foram os que sobreviveram em maior n\u00famero. Embora os homens amarelos, de quando em quando, entrassem em guerras raciais, eles n\u00e3o levavam adiante as guerras intermin\u00e1veis e implac\u00e1veis de extermina\u00e7\u00e3o, como as que faziam os homens vermelhos, os verdes e os alaranjados. Essas tr\u00eas ra\u00e7as, virtualmente, destru\u00edram-se antes que pudessem ser finalmente aniquiladas pelos seus inimigos das outras ra\u00e7as.<\/p>\n\n<p id=\"U64_7_8\"><span class=\"btn\"><small><b>64:7.8 (727.5)<\/b><\/small><\/span> Posto que a quinta glacial n\u00e3o se estendeu tanto para o sul, na Europa, o caminho estava parcialmente aberto para que esses povos sangiques migrassem para o noroeste; e, com o recuo do gelo, os homens azuis, junto com outros poucos pequenos grupos raciais, migraram para o oeste, acompanhando as velhas trilhas das tribos and\u00f4nicas. Eles invadiram a Europa, em ondas sucessivas, ocupando a maior parte do continente.<\/p>\n\n<p id=\"U64_7_9\"><span class=\"btn\"><small><b>64:7.9 (727.6)<\/b><\/small><\/span> Na Europa, logo eles encontraram os descendentes de Andon, o homem de Neandertal, da sua ascend\u00eancia primitiva comum. Esses antigos homens de Neandertal, europeus, haviam sido levados para o sul e para o leste pelas invas\u00f5es glaciais, e assim estavam em posi\u00e7\u00e3o de encontrar e de absorver rapidamente os seus primos invasores das tribos sangiques.<\/p>\n\n<p id=\"U64_7_10\"><span class=\"btn\"><small><b>64:7.10 (727.7)<\/b><\/small><\/span> Em geral, e desde o princ\u00edpio, as tribos sangiques foram, sob muitos aspectos, bastante superiores e mais inteligentes do que os deteriorados descendentes dos homens and\u00f4nicos das plan\u00edcies; e a mistura dessas tribos sangiques com os homens de Neandertal levou a uma melhora imediata da ra\u00e7a mais antiga. Foi essa infus\u00e3o do sangue sangique, mais especialmente a dos homens azuis, que produziu aquele desenvolvimento marcante nos povos de Neandertal, demonstrada nas ondas sucessivas de tribos cada vez mais inteligentes que se espalharam pela Europa, vindas do leste.<\/p>\n\n<p id=\"U64_7_11\"><span class=\"btn\"><small><b>64:7.11 (727.8)<\/b><\/small><\/span> Durante o per\u00edodo interglacial seguinte, essa nova ra\u00e7a de Neandertal disseminou-se desde a Inglaterra at\u00e9 a \u00cdndia. Os remanescentes da ra\u00e7a azul que haviam ficado na velha pen\u00ednsula P\u00e9rsica, posteriormente, miscigenaram-se com alguns outros elementos, sobretudo amarelos; e a mistura resultante, em uma certa medida, elevada subseq\u00fcentemente pela ra\u00e7a violeta de Ad\u00e3o, sobreviveu na forma das bronzeadas tribos n\u00f4mades dos \u00e1rabes modernos.<\/p>\n\n<p id=\"U64_7_12\"><span class=\"btn\"><small><b>64:7.12 (728.1)<\/b><\/small><\/span> Todos os esfor\u00e7os para identificar os ancestrais sangiques, dos povos modernos, deve levar em conta o aprimoramento posterior das linhagens raciais, pelo subseq\u00fcente acr\u00e9scimo do sangue Ad\u00e2mico.<\/p>\n\n<p id=\"U64_7_13\"><span class=\"btn\"><small><b>64:7.13 (728.2)<\/b><\/small><\/span> As ra\u00e7as superiores buscaram os climas do norte ou temperados, enquanto a ra\u00e7a alaranjada, a verde e a \u00edndigo, sucessivamente, penderam mais para a \u00c1frica, passando pela ponte recentemente elevada de terra que separava o mar Mediterr\u00e2neo, que recuava para o oeste, e o oceano \u00cdndico.<\/p>\n\n<p id=\"U64_7_14\"><span class=\"btn\"><small><b>64:7.14 (728.3)<\/b><\/small><\/span> O \u00faltimo dos povos sangiques a migrar do seu centro de origem racial foi o homem \u00edndigo. Por volta da \u00e9poca em que o homem verde estava eliminando a ra\u00e7a alaranjada, no Egito, e enfraquecendo muito a si pr\u00f3prio ao faz\u00ea-lo, o grande \u00eaxodo dos negros come\u00e7ou para o sul, atrav\u00e9s da Palestina, ao longo da costa; e, mais tarde, quando esses povos \u00edndigos, fisicamente fortes, invadiram o Egito, eles extinguiram totalmente os homens verdes, pela simples for\u00e7a num\u00e9rica. Essa ra\u00e7a \u00edndigo absorveu os remanescentes dos homens alaranjados e muito da linhagem do homem verde, e algumas das tribos de homens da cor \u00edndigo ficaram consideravelmente aperfei\u00e7oadas com essa amalgama\u00e7\u00e3o \u00e9tnica.<\/p>\n\n<p id=\"U64_7_1\"><span class=\"btn\"><small><b>64:7.15 (728.4)<\/b><\/small><\/span> E assim parece que o Egito foi primeiramente dominado pelo homem alaranjado, depois pelo verde, seguido pelo homem \u00edndigo (negro) e, mais tarde ainda, por uma ra\u00e7a mesti\u00e7a de \u00edndigo, azul e de homens verdes modificados. Todavia, muito antes da chegada de Ad\u00e3o, os homens azuis da Europa, e as ra\u00e7as mistas, da Ar\u00e1bia, haviam expulsado a ra\u00e7a \u00edndigo, do Egito, para pontos mais ao sul do continente africano.<\/p>\n\n<p id=\"U64_7_1\"><span class=\"btn\"><small><b>64:7.16 (728.5)<\/b><\/small><\/span> Ao chegar o fim das migra\u00e7\u00f5es sangiques, as ra\u00e7as verde e alaranjada j\u00e1 n\u00e3o existiam, o homem vermelho ocupava a Am\u00e9rica do Norte, o amarelo, a \u00c1sia oriental, o homem azul, a Europa, e a ra\u00e7a \u00edndigo pendia para a \u00c1frica. A \u00cdndia abrigava uma mistura de ra\u00e7as sangiques secund\u00e1rias e o homem moreno, uma mistura do vermelho e do amarelo, mantinha-se nas ilhas da costa asi\u00e1tica. Uma ra\u00e7a miscigenada, com um potencial bastante superior, ocupou os planaltos da Am\u00e9rica do Sul. Os andonitas mais puros viveram nas regi\u00f5es do extremo norte da Europa e da Isl\u00e2ndia, da Groenl\u00e2ndia e da parte nordeste da Am\u00e9rica do Norte.<\/p>\n\n<p id=\"U64_7_1\"><span class=\"btn\"><small><b>64:7.17 (728.6)<\/b><\/small><\/span> Durante os per\u00edodos de maior avan\u00e7o da invas\u00e3o glacial, as tribos andonitas do extremo oeste chegaram muito perto de serem empurradas, quase inteiramente, para o mar. Eles viveram durante anos em uma faixa estreita de terra, ao sul da ilha que atualmente \u00e9 a Inglaterra. E era j\u00e1 uma tradi\u00e7\u00e3o que essas invas\u00f5es glaciais repetidas os empurrassem para o mar, quando a sexta e \u00faltima glacial finalmente surgiu. Eles foram os primeiros aventureiros mar\u00edtimos. Constru\u00edram barcos e come\u00e7aram a procurar novas terras, que esperavam estar livres daquelas terr\u00edveis invas\u00f5es de gelo. E alguns deles alcan\u00e7aram a Isl\u00e2ndia, outros, a Groenl\u00e2ndia, mas a grande maioria deles pereceu de fome e sede no mar aberto.<\/p>\n\n<p id=\"U64_7_1\"><span class=\"btn\"><small><b>64:7.18 (728.7)<\/b><\/small><\/span> H\u00e1 pouco mais do que oitenta mil anos, pouco depois de o homem vermelho haver entrado no noroeste da Am\u00e9rica do Norte, o congelamento dos mares do norte e o avan\u00e7o dos campos locais de gelo sobre a Groenl\u00e2ndia levaram os esquim\u00f3s, descendentes dos abor\u00edgines de Ur\u00e2ntia, a buscar uma terra melhor, um novo lar; e eles tiveram \u00eaxito, cruzando a salvo os estreitos fechados, que ent\u00e3o separavam a Groenl\u00e2ndia das massas de terra do nordeste da Am\u00e9rica do Norte. Eles alcan\u00e7aram o continente aproximadamente dois mil e cem anos depois que o homem vermelho chegou ao Alasca. Subseq\u00fcentemente, algumas das linhagens mistas dos homens azuis rumaram para o oeste, miscigenaram-se com os esquim\u00f3s, mais recentemente, e essa uni\u00e3o resultou em poucos benef\u00edcios para as tribos esquim\u00f3s.\n\n<p id=\"U64_7_1\"><span class=\"btn\"><small><b>64:7.19 (728.8)<\/b><\/small><\/span> H\u00e1 cerca de cinco mil anos, um encontro casual aconteceu entre uma tribo indiana e um grupo esquim\u00f3 solit\u00e1rio, nas praias do sudeste da ba\u00eda de Hudson. Essas duas tribos acharam dif\u00edcil comunicar-se uma com a outra, mas logo casaram entre si, e o resultado foi que esses esquim\u00f3s foram finalmente absorvidos pelos homens vermelhos, mais numerosos. E isso representa o \u00fanico contato do homem vermelho norte-americano, com qualquer outra linhagem humana, at\u00e9 aproximadamente mil anos atr\u00e1s, quando pela primeira vez, o homem branco desembarcou por acaso nas terras da costa Atl\u00e2ntica.<\/p>\n\n<p id=\"U64_7_1\"><span class=\"btn\"><small><b>64:7.20 (729.1)<\/b><\/small><\/span> As lutas dessas idades primitivas foram caracterizadas pela coragem, pela bravura, e mesmo, pelo hero\u00edsmo. E todos n\u00f3s lamentamos que tantos desses tra\u00e7os de vigor e de legitimidade dos vossos primeiros ancestrais houvessem sido perdidos nas ra\u00e7as mais recentes. Ainda que apreciemos o valor de muitos refinamentos da civiliza\u00e7\u00e3o que avan\u00e7a, sentimos a falta da persist\u00eancia magn\u00edfica e da devo\u00e7\u00e3o soberba dos vossos primeiros ancestrais, que muitas vezes beiravam a grandeza e a sublimidade.<\/p>\n\n<p id=\"U64_7_1\"><span class=\"btn\"><small><b>64:7.21 (729.2)<\/b><\/small><\/span> [Apresentado por um Portador da Vida residente em Ur\u00e2ntia.]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As Seis Ra\u00e7as de Cor O Documento 64 do Livro de Ur\u00e2ntia \u00e9 intitulado &#8220;As Ra\u00e7as Evolucion\u00e1rias do Tempo&#8221;. 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