{"id":9175,"date":"2024-11-30T11:42:11","date_gmt":"2024-11-30T14:42:11","guid":{"rendered":"https:\/\/tmarchives.com.br\/wp\/?page_id=9175"},"modified":"2025-10-15T01:10:00","modified_gmt":"2025-10-15T04:10:00","slug":"a-origem-da-vida-na-terra","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/tmarchives.com.br\/wp\/?page_id=9175","title":{"rendered":"A Origem da Vida na Terra"},"content":{"rendered":"\n<a href='https:\/\/tmarchives.com.br\/wp\/pdf\/Origem.pdf' download='Origem.pdf' rel=\"noopener\"><figure class=\"wp-block-image alignright size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/tmarchives.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/download-6155763_1280-1024x1024.png\" alt=\"Download\" title=\"Download\"class=\"wp-image-8533\" style=\"object-fit:cover;width:41px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/tmarchives.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/download-6155763_1280-1024x1024.png 1024w, https:\/\/tmarchives.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/download-6155763_1280-300x300.png 300w, https:\/\/tmarchives.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/download-6155763_1280-150x150.png 150w, https:\/\/tmarchives.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/download-6155763_1280-768x768.png 768w, https:\/\/tmarchives.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/download-6155763_1280.png 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/a>\n\n\n\n<a href='https:\/\/tmarchives.com.br\/wp\/pdf\/Origem.pdf' target='_Blank' rel=\"noopener\">\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"32\" height=\"32\" src=\"https:\/\/tmarchives.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/impressora.png\" alt=\"Abrir e Imprimir\"  title=\"Abrir e Imprimir\" class=\"wp-image-8529\"  style=\"object-fit:cover\"\/><\/figure><\/a>\n\n\n\n<p>,<\/p>\n\n\n\n<p>Origem da Vida na Terra&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;O Documento 58 do Livro de Ur\u00e2ntia, intitulado &#8220;Estabelecimento da Vida em Ur\u00e2ntia,&#8221; descreve o processo pelo qual a vida foi introduzida em nosso planeta geol\u00f3gico. Este documento \u00e9 repleto de revela\u00e7\u00f5es fascinantes sobre a origem da vida na Terra, relatada por um Portador da Vida que ainda reside entre n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p>Em resumo, o documento explica que a vida em Ur\u00e2ntia n\u00e3o surgiu por acaso, mas foi implantada e acompanhada por Portadores da Vida, seres que possuem a capacidade de transportar e implantar vida em planetas que apresentam condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os portadores da vida trabalharam em conjunto com supervisores de energia para avaliar e gerir as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para a vida. Essa atua\u00e7\u00e3o incluiu a estabiliza\u00e7\u00e3o da crosta terrestre e a forma\u00e7\u00e3o dos oceanos pela atividade vulc\u00e2nica. A modifica\u00e7\u00e3o da atmosfera ocorreu mais tarde, quando as plantas aqu\u00e1ticas migraram para a terra e criaram um ambiente prop\u00edcio para o surgimento dos animais atmosf\u00e9ricos, a come\u00e7ar pelos anf\u00edbios.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, os documentos do LU abordam diversos est\u00e1gios do desenvolvimento da vida, desde as primeiras formas de vida unicelular, implantadas em tr\u00eas ba\u00edas abrigadas dos oceanos, com salinidade adequada, at\u00e9 o amadurecimento da complexa biosfera que conhecemos hoje. O processo foi longu\u00edssimo e abrangeu in\u00fameras fases de evolu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies.<\/p>\n\n\n\n<p>Um ponto interessante nesse aspecto \u00e9 a explica\u00e7\u00e3o sobre o papel da evolu\u00e7\u00e3o na diversifica\u00e7\u00e3o da vida. Segundo a narrativa, a evolu\u00e7\u00e3o foi uma ferramenta utilizada pelos portadores da vida, para garantir que a vida em Ur\u00e2ntia fosse resiliente e adapt\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, o LU discorre sobre a import\u00e2ncia deste processo de implanta\u00e7\u00e3o e acompanhamento da vida, n\u00e3o apenas para Ur\u00e2ntia, mas como parte de um plano maior de povoamento do tempo-espa\u00e7o, voltado para culminar com o desenvolvimento de intelig\u00eancias c\u00f3smicas e espirituais ascendentes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os planetas geol\u00f3gicos do tempo-espa\u00e7o fazem parte de universos locais criados por Big Bangs provocados desde a Ilha Central do Para\u00edso no espa\u00e7o vazio, resultando no lento aparecimento de estrelas, planetas e luas, onde \u00e9 implantada a vida quando as condi\u00e7\u00f5es se tornam favor\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Todos os 700.000 universos do tempo-espa\u00e7o s\u00e3o administrados a partir de esferas arquitet\u00f4nicas que gerem o desenvolvimento dos planetas geol\u00f3gicos em suas constela\u00e7\u00f5es e sistemas planet\u00e1rios, onde a vida evolui da imperfei\u00e7\u00e3o para a perfei\u00e7\u00e3o do Universo Central.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"btn\"><b>Documento 58 do Livro de Ur\u00e2ntia<\/b><\/p>\n<h2> O Estabelecimento da Vida em Ur\u00e2ntia<\/h2>\n<p id=\"U58_0_1\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:0.1 (664.1)<\/b><\/small><\/span> EM TODO o Sat\u00e2nia, h\u00e1 apenas sessenta e um mundos semelhantes a Ur\u00e2ntia, planetas de modifica\u00e7\u00e3o da vida. Os mundos habitados, na sua maioria, s\u00e3o povoados de acordo com t\u00e9cnicas estabelecidas e, em tais esferas, os Portadores da Vida t\u00eam pouca liberdade para fazer variar os seus planos de implanta\u00e7\u00e3o da vida. Todavia, um mundo, entre dez, \u00e9 designado como planeta decimal, e destinado ao registro especial dos Portadores da Vida; e, nesses planetas, \u00e9-nos permitido efetuar certos experimentos de vida, num esfor\u00e7o para modificar ou possivelmente aperfei\u00e7oar o padr\u00e3o dos tipos de seres vivos no universo.<\/p>\n\n<h2 id=\"U63_1_0\">1. Os Pr\u00e9-Requisitos para a Vida F\u00edsica<\/h2>\n<p id=\"U58_1_1\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:1.1 (664.2)<\/b><\/small><\/span> H\u00e1 600 milh\u00f5es de anos, a comiss\u00e3o de Portadores da Vida, enviada de Jerus\u00e9m, chegou em Ur\u00e2ntia e come\u00e7ou o estudo das condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas preparat\u00f3rias, para dar in\u00edcio \u00e0 vida no mundo de n\u00famero 606, do sistema de Sat\u00e2nia. Essa seria a nossa sexcent\u00e9sima sexta experi\u00eancia de inicia\u00e7\u00e3o da vida nos padr\u00f5es de N\u00e9badon, em Sat\u00e2nia, e a nossa sexag\u00e9sima oportunidade de efetuar altera\u00e7\u00f5es e instituir modifica\u00e7\u00f5es no projeto b\u00e1sico padr\u00e3o da vida do universo local.<\/p>\n\n<p id=\"U58_1_2\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:1.2 (664.3)<\/b><\/small><\/span> Deve ficar claro que os Portadores da Vida n\u00e3o podem iniciar a vida antes de uma esfera estar amadurecida para a inaugura\u00e7\u00e3o do ciclo evolucion\u00e1rio. E tamb\u00e9m n\u00e3o podemos promover um desenvolvimento mais r\u00e1pido da vida do que aquele que pode ser suportado e acomodado pelo progresso f\u00edsico do planeta.<\/p>\n\n<p id=\"U58_1_3\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:1.3 (664.4)<\/b><\/small><\/span> Os Portadores da Vida de Sat\u00e2nia haviam projetado um padr\u00e3o de vida baseado no cloreto de s\u00f3dio; e, portanto, nenhum passo poderia ser dado, no sentido de plantar essa vida, antes que as \u00e1guas dos oceanos se houvessem tornado suficientemente salgadas. O tipo urantiano de protoplasma pode funcionar apenas em uma solu\u00e7\u00e3o salina adequada. Toda a vida ancestral \u2014 vegetal e animal \u2014 evoluiu em um habitat dentro de tal solu\u00e7\u00e3o salina. E mesmo os animais terrestres mais altamente organizados n\u00e3o poderiam continuar a viver, se essa mesma solu\u00e7\u00e3o salina essencial n\u00e3o circulasse nos seus corpos, na corrente sang\u00fc\u00ednea, que livremente banha e literalmente submerge cada pequena c\u00e9lula viva nessa \u201cprofundidade marinha salgada\u201d.<\/p>\n\n<p id=\"U58_1_4\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:1.4 (664.5)<\/b><\/small><\/span> Os vossos ancestrais primitivos circulavam livremente no oceano salgado; hoje, essa mesma solu\u00e7\u00e3o salina oce\u00e2nica circula livremente nos vossos corpos, banhando cada c\u00e9lula individual com um l\u00edquido qu\u00edmico compar\u00e1vel, em ess\u00eancia, \u00e0 \u00e1gua salgada que estimulou as primeiras rea\u00e7\u00f5es protoplasm\u00e1ticas das primeiras c\u00e9lulas que funcionaram com vida no planeta.<\/p>\n\n<p id=\"U58_1_5\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:1.5 (664.6)<\/b><\/small><\/span> Contudo, quando essa idade tem in\u00edcio, Ur\u00e2ntia encontra-se, em todos os sentidos, evoluindo para um estado favor\u00e1vel \u00e0 sobreviv\u00eancia das formas iniciais da vida marinha. De modo seguro e vagarosamente, os desenvolvimentos f\u00edsicos na Terra e regi\u00f5es espaciais adjacentes preparam o cen\u00e1rio para as futuras tentativas de implantar formas de vida tais que, conforme hav\u00edamos decidido, seriam as mais adapt\u00e1veis ao ambiente f\u00edsico que despontava \u2014 tanto terrestre, quanto a\u00e9reo.<\/p>\n\n<p id=\"U58_1_6\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:1.6 (665.1)<\/b><\/small><\/span> Subseq\u00fcentemente, a comiss\u00e3o de Portadores da Vida de Sat\u00e2nia retornou a Jerus\u00e9m, preferindo aguardar a quebra posterior da massa continental de terra, o que proporcionaria um n\u00famero ainda maior de mares avan\u00e7ando terra adentro, e de ba\u00edas abrigadas, antes de iniciarem de fato a implanta\u00e7\u00e3o da vida.<\/p>\n\n<p id=\"U58_1_7\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:1.7 (665.2)<\/b><\/small><\/span> Num planeta em que a vida tem uma origem marinha, as condi\u00e7\u00f5es ideais para a implanta\u00e7\u00e3o da vida s\u00e3o providas por um grande n\u00famero de bra\u00e7os de mares, em linhas extensas de praias de \u00e1guas rasas, cheias de ba\u00edas abrigadas; e essa distribui\u00e7\u00e3o das \u00e1guas na Terra era, exatamente, a que se estava desenvolvendo com rapidez. Esses antigos mares interiores raramente excediam a profundidade de cento e cinq\u00fcenta a duzentos metros; e a luz do sol pode penetrar na \u00e1gua do oceano por mais de cento e oitenta metros.<\/p>\n\n<p id=\"U58_1_8\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:1.8 (665.3)<\/b><\/small><\/span> E foi a partir dessas ba\u00edas de climas amenos e regulares, de uma idade posterior, que a vida vegetal primitiva encontrou seu caminho para a terra. Ali, o alto grau de carbono da atmosfera proporcionou \u00e0s novas variedades de vida terrestre uma oportunidade de crescimento r\u00e1pido e luxuriante. Embora essa atmosfera fosse, ent\u00e3o, a ideal para o crescimento das plantas, ela continha um grau t\u00e3o alto de di\u00f3xido de carbono que nenhum animal, e o homem menos ainda, poderia ent\u00e3o haver vivido na face da Terra.<\/p>\n\n<h2 id=\"U58_2_0\">2. A Atmosfera de Ur\u00e2ntia<\/h2>\n<p id=\"U58_2_1\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:2.1 (665.4)<\/b><\/small><\/span> A atmosfera planet\u00e1ria filtra para a Terra cerca de dois bilion\u00e9simos da luz total emanada do sol. Se a luz que cai sobre a Am\u00e9rica do Norte fosse taxada, a uma tarifa de dois centavos por quilowatt-hora, a conta de luz anual subiria a 800 quatrilh\u00f5es de d\u00f3lares. A conta de Chicago, da luz do sol, atingiria a soma consider\u00e1vel de mais de 100 milh\u00f5es de d\u00f3lares por dia. E deveria ser lembrado que v\u00f3s recebeis do sol outras formas de energia \u2014 a luz n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica contribui\u00e7\u00e3o solar que alcan\u00e7a a vossa atmosfera. Muitas energias solares derramam-se sobre Ur\u00e2ntia, abrangendo comprimentos de ondas tanto acima quanto abaixo do alcance de reconhecimento da vis\u00e3o humana.<\/p>\n\n<p id=\"U58_2_2\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:2.2 (665.5)<\/b><\/small><\/span> A atmosfera da Terra \u00e9 quase opaca para muitas das radia\u00e7\u00f5es solares no extremo ultravioleta do espectro. A maioria dessas ondas de comprimentos curtos \u00e9 absorvida por uma camada de oz\u00f4nio que existe at\u00e9 um n\u00edvel de dezesseis quil\u00f4metros acima da superf\u00edcie da Terra, e que se estende por mais outros dezesseis quil\u00f4metros no espa\u00e7o. O oz\u00f4nio que permeia essa regi\u00e3o, nas condi\u00e7\u00f5es que prevalecem na superf\u00edcie da Terra, formaria uma camada de apenas dois mil\u00edmetros e meio de espessura; essa quantidade relativamente pequena, e aparentemente insignificante, de oz\u00f4nio, contudo, protege os habitantes de Ur\u00e2ntia dos excessos das radia\u00e7\u00f5es ultravioleta, perigosas e destrutivas, presentes na luz do sol. Todavia, se essa camada de oz\u00f4nio fosse ligeiramente mais espessa, v\u00f3s estar\u00edeis sendo privados dos raios ultravioleta, altamente importantes e provedores de sa\u00fade, que agora alcan\u00e7am a superf\u00edcie da Terra e que s\u00e3o os ancestrais de uma das vossas vitaminas mais essenciais.<\/p>\n\n<p id=\"U58_2_3\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:2.3 (665.6)<\/b><\/small><\/span> E, ainda assim, alguns dos menos imaginativos entre os vossos mecanicistas mortais insistem em ver a cria\u00e7\u00e3o material e a evolu\u00e7\u00e3o humana como um acaso. Os seres intermedi\u00e1rios de Ur\u00e2ntia reuniram cerca de cinq\u00fcenta mil fatos da f\u00edsica e da qu\u00edmica que eles julgam ser incompat\u00edveis com as leis das probabilidades do acaso, os quais, segundo eles defendem, demonstram inequivocamente a presen\u00e7a de prop\u00f3sito inteligente na cria\u00e7\u00e3o material. E tudo isso n\u00e3o leva em conta o seu cat\u00e1logo das mais de cem mil descobertas, fora do dom\u00ednio da f\u00edsica e da qu\u00edmica, que eles sustentam serem uma prova da presen\u00e7a da mente no planejamento, cria\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o do cosmo material.<\/p>\n\n<p id=\"U58_2_4\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:2.4 (666.1)<\/b><\/small><\/span> O vosso sol derrama um verdadeiro dil\u00favio de raios mortais, e a agrad\u00e1vel vida que tendes em Ur\u00e2ntia acontece devido \u00e0 influ\u00eancia \u201cfortuita\u201d de mais de quarenta opera\u00e7\u00f5es protetoras, aparentemente acidentais, semelhantes \u00e0 a\u00e7\u00e3o dessa camada singular de oz\u00f4nio.<\/p>\n\n<p id=\"U58_2_5\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:2.5 (666.2)<\/b><\/small><\/span> N\u00e3o fora o efeito \u201ccobertor\u201d da atmosfera, \u00e0 noite o calor perder-se-ia por irradia\u00e7\u00e3o e t\u00e3o rapidamente que seria imposs\u00edvel manter a vida, exceto por dispositivos artificiais.<\/p>\n\n<p id=\"U58_2_6\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:2.6 (666.3)<\/b><\/small><\/span> A camada dos primeiros oito ou dez quil\u00f4metros inferiores da atmosfera da Terra \u00e9 a troposfera; \u00e9 a regi\u00e3o dos ventos e correntes de ar que causam os fen\u00f4menos meteorol\u00f3gicos. Acima dessa regi\u00e3o, est\u00e1 a ionosfera interna, e, mais acima, est\u00e1 a estratosfera. Subindo, da superf\u00edcie da Terra, a temperatura vai caindo constantemente por dez ou doze quil\u00f4metros, altitude em que \u00e9 registrada a temperatura de cerca de 56 graus Celsius abaixo de zero. Essa faixa de temperatura, entre 54 e 56 graus abaixo de zero, permanece sem altera\u00e7\u00f5es at\u00e9 uma altitude de mais de sessenta e cinco quil\u00f4metros; essa regi\u00e3o de temperatura constante \u00e9 a estratosfera. A uma altitude de setenta ou oitenta quil\u00f4metros, a temperatura come\u00e7a a aumentar, e esse aumento continua at\u00e9 que, no n\u00edvel das auroras boreais, uma temperatura de 650 graus Celsius \u00e9 atingida, e \u00e9 esse intenso calor que ioniza o oxig\u00eanio. No entanto, a temperatura nessa atmosfera rarefeita n\u00e3o pode ser compar\u00e1vel \u00e0 sensa\u00e7\u00e3o de calor na superf\u00edcie da Terra. Lembrai-vos de que a metade de toda a vossa atmosfera est\u00e1 concentrada nos primeiros cinco mil metros. A altitude da atmosfera da Terra \u00e9 indicada pelos arcos luminosos, os da mais elevada altitude, das auroras boreais \u2014 de cerca de seiscentos e cinq\u00fcenta quil\u00f4metros.<\/p>\n\n<p id=\"U58_2_7\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:2.7 (666.4)<\/b><\/small><\/span> Os fen\u00f4menos das auroras boreais est\u00e3o diretamente relacionados \u00e0s manchas solares, aqueles ciclones solares que turbilhonam em dire\u00e7\u00f5es opostas acima e abaixo do equador solar, tal como o fazem os furac\u00f5es terrestres tropicais. Tais perturba\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas giram em sentidos opostos, quando ocorrem acima ou abaixo do equador.<\/p>\n\n<p id=\"U58_2_8\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:2.8 (666.5)<\/b><\/small><\/span> O poder que as manchas solares t\u00eam de alterar as freq\u00fc\u00eancias da luz mostra que esses centros de tempestades solares funcionam como enormes magnetos. Esses campos magn\u00e9ticos s\u00e3o capazes de arrastar as part\u00edculas carregadas, das crateras das manchas solares, arrojando-as no espa\u00e7o at\u00e9 a atmosfera externa da Terra, onde a sua influ\u00eancia ionizante produz os desdobramentos espetaculares da aurora boreal. Por isso, tendes os maiores fen\u00f4menos de auroras quando as manchas solares est\u00e3o no seu apogeu \u2014 ou estar\u00e3o, logo em seguida \u2014 , momento este em que as manchas est\u00e3o em geral situadas perto do equador.<\/p>\n\n<p id=\"U58_2_9\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:2.9 (666.6)<\/b><\/small><\/span> Mesmo a agulha de b\u00fassolas \u00e9 sens\u00edvel a essa influ\u00eancia solar, pois elas inclinam-se ligeiramente para o leste quando o sol se levanta, e ligeiramente para o oeste quando o sol est\u00e1 preste a se p\u00f4r. Isso acontece todos os dias, mas, durante o apogeu do ciclo das manchas solares, a varia\u00e7\u00e3o da b\u00fassola \u00e9 duas vezes maior. Esses desvios diurnos da b\u00fassola ocorrem por rea\u00e7\u00e3o ao aumento da ioniza\u00e7\u00e3o da atmosfera superior, que \u00e9 produzida pela luz solar.<\/p>\n\n58:2.10 (666.7)<\/b><\/small><\/span> \u00c9 a presen\u00e7a de dois n\u00edveis diferentes, de regi\u00f5es eletrificadas condutoras, na superestratosfera, que permite a transmiss\u00e3o, a longa dist\u00e2ncia, das vossas emiss\u00f5es radiof\u00f4nicas de ondas curtas e longas. As vossas transmiss\u00f5es radiof\u00f4nicas s\u00e3o, algumas vezes, perturbadas pelas terr\u00edveis tempestades que ocasionalmente assolam os dom\u00ednios dessas ionosferas externas.<\/p>\n\n<h2 id=\"U58_3_0\">3. O Meio Ambiente Espacial<\/h2>\n<p id=\"U58_3_1\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:3.1 (666.8)<\/b><\/small><\/span> Durante os primeiros tempos da materializa\u00e7\u00e3o do universo, as regi\u00f5es do espa\u00e7o est\u00e3o intercaladas com vastas nuvens de hidrog\u00eanio, muito semelhantes \u00e0s nuvens astron\u00f4micas de poeira que agora caracterizam muitas regi\u00f5es no espa\u00e7o remoto. Uma grande parte da mat\u00e9ria organizada, que os s\u00f3is abrasadores reduzem e dispersam como energia radiante, originalmente era composta dessas nuvens espaciais primitivas de hidrog\u00eanio. Sob certas condi\u00e7\u00f5es inusitadas, a desintegra\u00e7\u00e3o dos \u00e1tomos tamb\u00e9m ocorre no n\u00facleo das massas maiores de hidrog\u00eanio. E todos esses fen\u00f4menos de constitui\u00e7\u00e3o e desintegra\u00e7\u00e3o do \u00e1tomo, como nas nebulosas altamente aquecidas, s\u00e3o seguidos pela emerg\u00eancia de fluxos de mar\u00e9s de raios de energia radiante de comprimento curto. Acompanhando essas radia\u00e7\u00f5es diversas, h\u00e1 uma forma de energia-espa\u00e7o desconhecida em Ur\u00e2ntia.<\/p>\n\n<p id=\"U58_3_2\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:3.2 (667.1)<\/b><\/small><\/span> Essa carga de energia de raios curtos do espa\u00e7o, no universo, \u00e9 quatrocentas vezes maior do que todas as outras formas de energia radiante que existem nos dom\u00ednios do espa\u00e7o organizado. A emiss\u00e3o de raios espaciais curtos, origin\u00e1rios seja das nebulosas abrasadoras ou de tensos campos el\u00e9tricos, seja do espa\u00e7o exterior ou das vastas nuvens de p\u00f3 de hidrog\u00eanio, \u00e9 modificada, qualitativa e quantitativamente, pelas flutua\u00e7\u00f5es e pelas s\u00fabitas mudan\u00e7as nas tens\u00f5es, na temperatura, na gravidade e nas press\u00f5es eletr\u00f4nicas.<\/p>\n\n<p id=\"U58_3_3\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:3.3 (667.2)<\/b><\/small><\/span> Essas eventualidades, nas origens dos raios do espa\u00e7o, s\u00e3o determinadas por muitas ocorr\u00eancias c\u00f3smicas, bem como pelas \u00f3rbitas de mat\u00e9ria circulante, que podem variar, de c\u00edrculos modificados a elipses extremas. As condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas podem tamb\u00e9m ser grandemente alteradas, porque os el\u00e9trons algumas vezes giram no sentido oposto ao do comportamento da mat\u00e9ria mais grosseira, ainda que na mesma zona f\u00edsica.<\/p>\n\n<p id=\"U58_3_4\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:3.4 (667.3)<\/b><\/small><\/span> As imensas nuvens de hidrog\u00eanio s\u00e3o verdadeiros laborat\u00f3rios c\u00f3smicos de qu\u00edmica, abrigando todas as fases da energia em evolu\u00e7\u00e3o e mat\u00e9ria em metamorfose. Atividades energ\u00e9ticas intensas tamb\u00e9m ocorrem nos gases marginais das grandes estrelas bin\u00e1rias, que com tanta freq\u00fc\u00eancia se sobrep\u00f5em e, em conseq\u00fc\u00eancia disso, se misturam profundamente. Contudo, nenhuma dessas atividades energ\u00e9ticas, tremendas e extensas, do espa\u00e7o, exerce a menor influ\u00eancia sobre os fen\u00f4menos da vida organizada \u2014 o plasma germinador das coisas e seres vivos. Essas condi\u00e7\u00f5es da energia espacial s\u00e3o inerentes ao meio ambiente essencial ao estabelecimento da vida, todavia n\u00e3o s\u00e3o efetivas nas modifica\u00e7\u00f5es subseq\u00fcentes dos fatores de heran\u00e7a do plasma da germina\u00e7\u00e3o, como o s\u00e3o alguns dos raios mais longos de energia radiante. A vida implantada pelos Portadores da Vida resiste plenamente a toda essa torrente assombrosa de raios curtos de espa\u00e7o da energia do universo.<\/p>\n\n<p id=\"U58_3_5\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:3.5 (667.4)<\/b><\/small><\/span> Todas essas condi\u00e7\u00f5es c\u00f3smicas essenciais tinham que evoluir at\u00e9 um estado favor\u00e1vel, antes que os Portadores da Vida pudessem, de fato, iniciar o estabelecimento da vida em Ur\u00e2ntia.<\/p>\n\n<h2 id=\"U58_4_0\">4. A Era da Aurora da Vida<\/h2>\n<p id=\"U58_4_1\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:4.1 (667.5)<\/b><\/small><\/span> N\u00e3o vos deixeis confundir pelo fato de sermos chamados de Portadores da Vida. Podemos transportar a vida, e n\u00f3s a transportamos aos planetas, mas n\u00e3o transportamos nenhuma vida para Ur\u00e2ntia. A vida de Ur\u00e2ntia \u00e9 \u00fanica, e original com o planeta. Esta esfera \u00e9 um mundo de modifica\u00e7\u00e3o da vida; toda a vida que surgiu aqui foi formulada por n\u00f3s, aqui mesmo, no planeta; e n\u00e3o h\u00e1 outro mundo em todo o Sat\u00e2nia, e mesmo em todo o N\u00e9badon, que tenha uma exist\u00eancia de vida igual a essa de Ur\u00e2ntia.<\/p>\n\n<p id=\"U58_4_2\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:4.2 (667.6)<\/b><\/small><\/span> H\u00e1 550 milh\u00f5es de anos, o corpo de Portadores da Vida retornou a Ur\u00e2ntia. Em coopera\u00e7\u00e3o com os poderes espirituais e as for\u00e7as supraf\u00edsicas, n\u00f3s organizamos e iniciamos os modelos originais de vida desse mundo e os plantamos nas \u00e1guas hospitaleiras desse reino. Toda a vida planet\u00e1ria (excluindo as personalidades extraplanet\u00e1rias) at\u00e9 os dias de Calig\u00e1stia, o Pr\u00edncipe Planet\u00e1rio, teve a sua origem nas nossas tr\u00eas implanta\u00e7\u00f5es originais, id\u00eanticas e simult\u00e2neas de vida marinha. Essas tr\u00eas implanta\u00e7\u00f5es de vida foram designadas como sendo: a central ou eurasiana-africana, a oriental ou austral\u00e1sica, e a ocidental, que abrange a Groenl\u00e2ndia e as Am\u00e9ricas.<\/p>\n\n<p id=\"U58_4_3\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:4.3 (668.1)<\/b><\/small><\/span> H\u00e1 500 milh\u00f5es de anos, a vida marinha vegetal primitiva estava bem estabelecida em Ur\u00e2ntia. A Groenl\u00e2ndia e a massa de terra do \u00c1rtico, junto com as da Am\u00e9rica do Sul e Am\u00e9rica do Norte, estavam come\u00e7ando a sua longa e lenta deriva\u00e7\u00e3o para oeste. A \u00c1frica moveu-se ligeiramente para o sul, criando uma depress\u00e3o a leste e, a oeste, a bacia do Mediterr\u00e2neo, entre ela pr\u00f3pria e o corpo-m\u00e3e. A Ant\u00e1rtida, a Austr\u00e1lia e a terra marcada pelas ilhas do Pac\u00edfico desprenderam-se ao sul e a leste, e derivaram para mais longe desde aquela \u00e9poca.<\/p>\n\n<p id=\"U58_4_1\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:4.4 (668.2)<\/b><\/small><\/span> Hav\u00edamos plantado a forma primitiva de vida marinha nas ba\u00edas tropicais abrigadas dos mares centrais da segmenta\u00e7\u00e3o leste-oeste da massa continental de terra que se desprendia. O nosso prop\u00f3sito, ao fazer tr\u00eas implanta\u00e7\u00f5es de vida marinha, era assegurar que cada uma dessas grandes massas de terra tivesse vida nas suas \u00e1guas marinhas quentes, quando a terra posteriormente se separasse. Previmos para a era seguinte, quando surgisse a vida terrestre, que grandes oceanos de \u00e1gua separariam tais massas continentais de terra \u00e0 deriva.<\/p>\n\n<h2 id=\"U63_5_0\">5. A Deriva Continental<\/h2>\n<p id=\"U58_5_1\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:5.1 (668.3)<\/b><\/small><\/span> A deriva da terra continental continuou. O n\u00facleo da Terra havia-se tornado t\u00e3o denso e r\u00edgido quanto o a\u00e7o, estando sujeito \u00e0 press\u00e3o de quase 3 500 toneladas por cent\u00edmetro quadrado, e, devido \u00e0 enorme press\u00e3o da gravidade, foi e ainda \u00e9 muito quente no seu interior profundo. A temperatura cresce, da superf\u00edcie para dentro, at\u00e9 que, no centro, est\u00e1 ligeiramente acima da temperatura da superf\u00edcie do sol.<\/p>\n\n<p id=\"U58_5_2\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:5.2 (668.4)<\/b><\/small><\/span> Os mil e seiscentos quil\u00f4metros exteriores da massa da Terra consistem principalmente em esp\u00e9cies diferentes de rocha. Por baixo, ficam os elementos met\u00e1licos mais densos e pesados. Nas primeiras idades pr\u00e9-atmosf\u00e9ricas, o mundo estava, no seu estado altamente aquecido e de fus\u00e3o, t\u00e3o perto do estado fluido, que os metais mais pesados afundavam pesadamente para o interior. Aqueles que hoje se encontram pr\u00f3ximos da superf\u00edcie representam as exsuda\u00e7\u00f5es de vulc\u00f5es antigos, fluxos de lava posteriores e extensos, e dep\u00f3sitos mete\u00f3ricos mais recentes.<\/p>\n\n<p id=\"U58_5_3\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:5.3 (668.5)<\/b><\/small><\/span> A crosta externa tinha cerca de sessenta e cinco quil\u00f4metros de espessura. Essa casca externa estava apoiada e repousava diretamente sobre um mar de basalto fundido, de espessura vari\u00e1vel, uma camada m\u00f3vel de lava fundida, mantida sob alta press\u00e3o, mas sempre tendendo a fluir, aqui e ali, para equalizar as flutua\u00e7\u00f5es das press\u00f5es planet\u00e1rias, tendendo, desse modo, a estabilizar a crosta da Terra.<\/p>\n\n<p id=\"U58_5_4\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:5.4 (668.6)<\/b><\/small><\/span> Mesmo hoje, os continentes continuam a flutuar sobre essa almofada n\u00e3o cristalizada que \u00e9 o mar de basalto fundido. N\u00e3o fosse essa condi\u00e7\u00e3o protetora, os terremotos mais severos fariam literalmente o mundo em peda\u00e7os. Os terremotos s\u00e3o causados por deslizamentos e deslocamentos da crosta externa s\u00f3lida, e n\u00e3o pelos vulc\u00f5es.<\/p>\n\n<p id=\"U58_5_5\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:5.5 (668.7)<\/b><\/small><\/span> As camadas de lava da crosta da Terra, quando esfriadas, formam granito. A densidade m\u00e9dia de Ur\u00e2ntia \u00e9 um pouco maior do que cinco vezes e meia a da \u00e1gua; a densidade do granito \u00e9 de menos do que tr\u00eas vezes a da \u00e1gua. O n\u00facleo da Terra \u00e9 doze vezes mais denso do que a \u00e1gua.<\/p>\n\n<p id=\"U58_5_6\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:5.6 (668.8)<\/b><\/small><\/span> Os fundos dos mares s\u00e3o mais densos do que as massas de terra, e \u00e9 isso que mant\u00e9m os continentes acima da \u00e1gua. Quando o fundo dos mares \u00e9 expelido at\u00e9 um n\u00edvel acima do mar, verifica-se que consiste em uma parte maior de basalto, uma forma de lava consideravelmente mais pesada do que o granito das massas de terra. E, por outro lado, se os continentes n\u00e3o fossem mais leves do que os fundos dos oceanos, a gravidade arrastaria as bordas dos oceanos at\u00e9 acima das terras, mas tais fen\u00f4menos n\u00e3o acontecem.<\/p>\n\n<p id=\"U58_5_7\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:5.7 (668.9)<\/b><\/small><\/span> O peso dos oceanos \u00e9 tamb\u00e9m um fator que aumenta a press\u00e3o sobre os fundos dos oceanos. As camadas mais profundas e relativamente mais pesadas, dos fundos dos oceanos, mais o peso exercido pela \u00e1gua que est\u00e1 por cima, aproximam-se do peso dos continentes mais elevados, mas bem menos pesados. Todos os continentes, por\u00e9m, tendem a deslizar lentamente para os oceanos. A press\u00e3o continental no n\u00edvel do fundo do oceano \u00e9 de cerca de 1 300 quilogramas por cent\u00edmetro quadrado. Quer dizer, esta seria a press\u00e3o de uma massa continental que se eleva a 5 000 metros acima do fundo do oceano. A press\u00e3o de \u00e1gua no fundo do oceano \u00e9 de cerca de apenas 350 quilogramas por cent\u00edmetro quadrado. Essas press\u00f5es diferenciais tendem a fazer os continentes deslizarem na dire\u00e7\u00e3o dos leitos dos oceanos.<\/p>\n\n<p id=\"U58_5_8\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:5.8 (669.1)<\/b><\/small><\/span> A depress\u00e3o do fundo dos oceanos, durante as idades anteriores \u00e0 vida, havia elevado uma massa continental solit\u00e1ria a uma altura tal que a sua press\u00e3o lateral tendia a fazer com que as bordas orientais, ocidentais e sulinas deslizassem para baixo, sobre os leitos subjacentes da lava semiviscosa, at\u00e9 as \u00e1guas do oceano Pac\u00edfico, que rodeavam a massa continental. Isso compensava a press\u00e3o continental t\u00e3o completamente, que n\u00e3o ocorreu nenhuma ruptura maior na margem oriental do continente asi\u00e1tico anterior, mas, desde ent\u00e3o, essa linha costeira oriental tem estado suspensa sobre o precip\u00edcio das profundezas oce\u00e2nicas adjacentes, amea\u00e7ando deslizar para dentro de um t\u00famulo marinho.<\/p>\n\n<h2 id=\"U58_6_0\">6. O Per\u00edodo de Transi\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p id=\"U58_6_1\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:6.1 (669.2)<\/b><\/small><\/span> H\u00e1 450 milh\u00f5es de anos, aconteceu a transi\u00e7\u00e3o da vida vegetal para a vida animal. Essa metamorfose teve lugar nas \u00e1guas rasas das lagoas e das ba\u00edas tropicais, abrigadas ao longo das linhas costeiras extensas dos continentes que se separavam. E esse desenvolvimento, todo ele inerente aos padr\u00f5es originais da vida, deu-se gradativamente. Havia muitos est\u00e1gios de transi\u00e7\u00e3o entre as formas iniciais primitivas de vida vegetal e os organismos animais posteriores bem definidos. E, ainda hoje, persistem as formas de limos de transi\u00e7\u00e3o, as quais n\u00e3o podem ser classificadas, seja como plantas, seja como animais.<\/p>\n\n<p id=\"U58_6_2\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:6.2 (669.3)<\/b><\/small><\/span> Ainda que a evolu\u00e7\u00e3o da vida vegetal em vida animal possa ser determinada, e embora hajam sido encontradas s\u00e9ries graduais de plantas e animais que progressivamente se desenvolveram dos mais simples aos mais complexos e avan\u00e7ados organismos, v\u00f3s n\u00e3o sereis capazes de encontrar esses elos de liga\u00e7\u00e3o entre as grandes divis\u00f5es do reino animal, nem entre o mais elevado dos tipos de animais pr\u00e9-humanos e o alvorecer dos homens das ra\u00e7as humanas. Esses chamados \u201celos perdidos\u201d permanecer\u00e3o para sempre perdidos, pela simples raz\u00e3o de nunca haverem existido.<\/p>\n\n<p id=\"U58_6_3\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:6.3 (669.4)<\/b><\/small><\/span> De era para era, aparecem esp\u00e9cies radicalmente novas de vida animal. Elas n\u00e3o evoluem como conseq\u00fc\u00eancia da acumula\u00e7\u00e3o gradual de pequenas varia\u00e7\u00f5es; surgem como novas ordens de vida, plenamente desenvolvidas, e aparecem subitamente.<\/p>\n\n<p id=\"U58_6_4\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:6.4 (669.5)<\/b><\/small><\/span> O aparecimento s\u00fabito de novas esp\u00e9cies e de ordens diversificadas de organismos vivos \u00e9 totalmente biol\u00f3gico, estritamente natural. Nada h\u00e1 de sobrenatural ligado a essas muta\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas.<\/p>\n\n<p id=\"U58_6_5\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:6.5 (669.6)<\/b><\/small><\/span> No grau apropriado de salinidade nos oceanos, a vida animal evoluiu, e foi relativamente simples permitir que as \u00e1guas salgadas circulassem nos corpos animais de vida marinha. Quando, por\u00e9m, os oceanos se contra\u00edram e a porcentagem de sal aumentou consideravelmente, esses mesmos animais desenvolveram a capacidade de reduzir a salinidade dos fluidos dos seus corpos, exatamente como aqueles organismos que aprenderam a viver na \u00e1gua doce adquiriram a capacidade de manter o grau adequado de cloreto de s\u00f3dio nos fluidos dos seus corpos, por meio de t\u00e9cnicas engenhosas de conserva\u00e7\u00e3o desse sal.<\/p>\n\n<p id=\"U58_6_6\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:6.6 (669.7)<\/b><\/small><\/span> O estudo das fossiliza\u00e7\u00f5es de vida marinha dentro de rochas revela as lutas iniciais dos ajustamentos desses organismos primitivos. As plantas e os animais nunca deixaram de efetuar tais experimentos de ajustes. O ambiente mant\u00e9m-se em constante altera\u00e7\u00e3o e os organismos vivos est\u00e3o sempre lutando para acomodar-se a essas flutua\u00e7\u00f5es sem fim.<\/p>\n\n<p id=\"U58_6_7\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:6.7 (670.1)<\/b><\/small><\/span>O equipamento fisiol\u00f3gico e a estrutura anat\u00f4mica de todas as ordens novas de vida respondem continuamente \u00e0 a\u00e7\u00e3o das leis f\u00edsicas, mas o dom subseq\u00fcente da mente \u00e9 uma d\u00e1diva dos esp\u00edritos ajudantes da mente, de acordo com a capacidade inata do c\u00e9rebro. A mente, ainda que n\u00e3o seja proveniente da evolu\u00e7\u00e3o f\u00edsica, \u00e9 integralmente dependente da capacidade do c\u00e9rebro, proporcionada por desenvolvimentos puramente f\u00edsicos e evolucion\u00e1rios.<\/p>\n\n<p id=\"U58_6_8\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:6.8 (670.2)<\/b><\/small><\/span>Durante ciclos quase sem fim de ganhos e perdas, de ajustes e reajustes, todos os organismos vivos progridem e regridem de uma idade para outra. Aqueles que alcan\u00e7am a unidade c\u00f3smica perduram, enquanto aqueles que perdem essa meta cessam de existir.<\/p>\n<br>\n<h2 id=\"U58_7_0\">7. O Livro da Hist\u00f3ria Geol\u00f3gica<\/h2>\n<p id=\"U58_7_1\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:7.1 (670.3)<\/b><\/small><\/span>O vasto grupo de sistemas de rochas que constituiu a camada externa da crosta do mundo durante a era do alvorecer da vida, ou era Proteroz\u00f3ica, n\u00e3o aparece atualmente em muitos pontos na superf\u00edcie da Terra. E, quando de fato emergem de baixo de todos os sedimentos das idades subseq\u00fcentes, ser\u00e3o encontrados apenas os remanescentes f\u00f3sseis de vegetais e da vida animal muito primitiva. Algumas dessas rochas mais antigas, depositadas pela \u00e1gua, est\u00e3o misturadas a camadas posteriores, e algumas vezes elas apresentam restos f\u00f3sseis de algumas das formas anteriores de vida vegetal, enquanto, ocasionalmente, nas camadas mais superficiais podem ser encontradas algumas formas mais antigas de organismos marinhos animais primitivos. Em muitos locais, essas camadas mais antigas de rocha estratificada, que cont\u00eam os f\u00f3sseis de vida marinha primitiva, tanto animal quanto vegetal, podem ser encontradas diretamente acima da pedra mais antiga e n\u00e3o diferenciada.<\/p>\n\n<p id=\"U58_7_2\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:7.2 (670.4)<\/b><\/small><\/span> Os f\u00f3sseis dessa era trazem algas, plantas semelhantes a corais, protozo\u00e1rios primitivos e organismos esponjosos de transi\u00e7\u00e3o. Contudo, a aus\u00eancia desses f\u00f3sseis nas camadas mais antigas n\u00e3o prova necessariamente que coisas vivas n\u00e3o existissem em outros locais, na \u00e9poca do seu dep\u00f3sito. A vida era esparsa durante esses tempos iniciais, e apenas vagarosamente gerou o seu caminho pela superf\u00edcie da Terra.<\/p>\n\n<p id=\"U58_7_3\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:7.3 (670.5)<\/b><\/small><\/span> As rochas dessa idade mais antiga encontram-se agora na superf\u00edcie da Terra, ou muito pr\u00f3ximas da superf\u00edcie, sobre mais de um oitavo da \u00e1rea atual de terras. A espessura m\u00e9dia dessas pedras de transi\u00e7\u00e3o, das mais antigas camadas de rocha estratificada, \u00e9 de cerca de 2 500 metros. Em alguns pontos, esses antigos sistemas de rochas t\u00eam at\u00e9 6 500 metros de espessura, mas, muitas das camadas, atribu\u00eddas a essa era, pertencem a per\u00edodos mais recentes.<\/p>\n\n<p id=\"U58_7_4\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:7.4 (670.6)<\/b><\/small><\/span> Na Am\u00e9rica do Norte, essa camada antiga e primitiva de rocha contendo f\u00f3sseis vem \u00e0 superf\u00edcie nas regi\u00f5es oriental, central e setentrional do Canad\u00e1. Tamb\u00e9m existe uma cordilheira intermitente dessa rocha na dire\u00e7\u00e3o leste-oeste, que vai do estado da Pensilv\u00e2nia e das antigas montanhas do Adirondack, a oeste, e atravessa os estados de Michigan, Wisconsin e Minnesota. Outras cordilheiras estendem-se desde as Terras Novas at\u00e9 o estado do Alabama, e do Alasca ao M\u00e9xico.<\/p>\n\n<p id=\"U58_7_5\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:7.5 (670.7)<\/b><\/small><\/span> As rochas dessa era est\u00e3o expostas aqui e ali em todo o mundo, mas nenhuma delas \u00e9 de interpreta\u00e7\u00e3o t\u00e3o f\u00e1cil como as vizinhas do lago Superior e do Grande Canyon no rio Colorado, onde essas rochas, que cont\u00eam f\u00f3sseis primitivos, existentes em v\u00e1rias camadas, atestam as eleva\u00e7\u00f5es e flutua\u00e7\u00f5es da superf\u00edcie das terras naqueles tempos bastante remotos.<\/p>\n\n<p id=\"U58_7_6\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:7.6 (670.8)<\/b><\/small><\/span> Essa camada de pedra, o mais antigo estrato com fossiliza\u00e7\u00f5es na crosta da Terra, foi desmoronada, dobrada e caprichosamente torcida, pelos solavancos dos terremotos e vulc\u00f5es primitivos. Os fluxos de lava nessa era traziam muito ferro, cobre e chumbo at\u00e9 bem pr\u00f3ximo da superf\u00edcie planet\u00e1ria.<\/p>\n\n<p id=\"U58_7_7\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:7.7 (670.9)<\/b><\/small><\/span> H\u00e1 poucos lugares na Terra onde essas atividades s\u00e3o mais graficamente vis\u00edveis do que no vale de Santa Croix, em Wisconsin. Nessa regi\u00e3o, ocorreram cento e vinte e sete fluxos sucessivos de lava no solo, seguidos de submers\u00f5es pela \u00e1gua, com o conseq\u00fcente dep\u00f3sito de rocha. Se bem que grande parte da sedimenta\u00e7\u00e3o superior da rocha e dos fluxos intermitentes de lava esteja ausente, hoje em dia, e embora a base desse sistema esteja enterrada muito profundamente no solo, ainda assim, cerca de sessenta e cinco ou setenta desses registros estratificados de eras do passado atualmente encontram-se expostos \u00e0 vista.<\/p>\n\n<p id=\"U58_7_8\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:7.8 (671.1)<\/b><\/small><\/span> Nessas idades iniciais, quando grande parte das terras estava pr\u00f3xima do n\u00edvel do mar, ocorreram muitas submers\u00f5es sucessivas e v\u00e1rios levantamentos. A crosta da Terra estava apenas entrando no seu \u00faltimo per\u00edodo de relativa estabiliza\u00e7\u00e3o. As ondula\u00e7\u00f5es das massas, as eleva\u00e7\u00f5es e os mergulhos provocados pelo in\u00edcio da deriva continental contribu\u00edram para a freq\u00fc\u00eancia das submers\u00f5es peri\u00f3dicas das grandes massas de terra.<\/p>\n\n<p id=\"U58_7_9\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:7.9 (671.2)<\/b><\/small><\/span> Durante esses tempos de vida marinha primitiva, grandes \u00e1reas das margens continentais afundaram nos mares a profundidades de um a oitocentos metros. Grande parte dos arenitos mais antigos e outros conglomerados representam as acumula\u00e7\u00f5es sedimentares dessas antigas margens. As rochas sedimentares, pertencentes a essa estratifica\u00e7\u00e3o mais antiga, repousam diretamente sobre camadas que datam de muito antes da origem da vida, e remontam ao aparecimento inicial do oceano mundial.<\/p>\n\n<p id=\"U58_7_10\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:7.10 (671.3)<\/b><\/small><\/span> Algumas das camadas mais superficiais desses dep\u00f3sitos de rocha de transi\u00e7\u00e3o cont\u00eam pequenas quantidades de xistos e de ard\u00f3sias de cores escuras, indicando a presen\u00e7a de carbono org\u00e2nico e atestando a exist\u00eancia dos ancestrais das formas de vida vegetal que invadiram a Terra durante a era Carbon\u00edfera subseq\u00fcente, ou era do carv\u00e3o. Boa parte do cobre nessas camadas de rochas resulta de dep\u00f3sitos de \u00e1gua. Um pouco desse cobre \u00e9 encontrado nas fissuras de rochas mais antigas e vem da concentra\u00e7\u00e3o de \u00e1guas pantanosas turfosas de alguma antiga linha de costa abrigada. As minas de ferro da Am\u00e9rica do Norte e da Europa est\u00e3o localizadas em dep\u00f3sitos e extrus\u00f5es que repousam, em parte, sobre rochas mais antigas n\u00e3o estratificadas e, em parte, sobre essas rochas estratificadas posteriormente, dos per\u00edodos de transi\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o da vida.<\/p>\n\n\n<p id=\"U58_7_11\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:7.11 (671.4)<\/b><\/small><\/span> Essa era testemunha a dissemina\u00e7\u00e3o da vida pelas \u00e1guas do mundo; a vida marinha tornara-se j\u00e1 bem estabelecida em Ur\u00e2ntia. O fundo dos mares rasos, mas longos, adentrando nas terras, est\u00e1 sendo gradualmente invadido por um crescimento profuso e luxuriante de vegeta\u00e7\u00e3o, enquanto as \u00e1guas da linha costeira encontram-se infestadas das formas simples de vida animal.<\/p>\n\n<p id=\"U58_7_12\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:7.12 (671.5)<\/b><\/small><\/span> Toda essa hist\u00f3ria est\u00e1 graficamente contada, nas p\u00e1ginas fossilizadas do vasto \u201clivro de pedra\u201d, o arquivo deste mundo. E as p\u00e1ginas desse gigantesco registro biogeol\u00f3gico dir\u00e3o, infalivelmente, a verdade, t\u00e3o logo v\u00f3s adquirirdes a capacidade para fazer a interpreta\u00e7\u00e3o delas. Muitos desses fundos marinhos antigos est\u00e3o agora elevados bem acima do n\u00edvel da superf\u00edcie terrestre e os seus dep\u00f3sitos, de idade sobre idade, contam a hist\u00f3ria das lutas pela vida naqueles dias iniciais. Como disse o vosso poeta, \u00e9 literalmente verdade que \u201co p\u00f3 sobre o qual pisamos esteve vivo outrora\u201d.<\/p>\n\n<p id=\"U58_7_13\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>58:7.13 (671.6)<\/b><\/small><\/span> [Apresentado por um membro do Corpo de Portadores da Vida de Ur\u00e2ntia, atualmente residente neste planeta.]<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>, Origem da Vida na Terra&nbsp; &nbsp;O Documento 58 do Livro de Ur\u00e2ntia, intitulado &#8220;Estabelecimento da Vida em Ur\u00e2ntia,&#8221; descreve o processo pelo qual a vida foi introduzida em nosso planeta geol\u00f3gico. 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