{"id":7164,"date":"2024-03-18T13:52:52","date_gmt":"2024-03-18T13:52:52","guid":{"rendered":"https:\/\/tmarchives.com.br\/wp\/?page_id=7164"},"modified":"2025-10-17T01:22:22","modified_gmt":"2025-10-17T04:22:22","slug":"a-primeira-familia-humana","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/tmarchives.com.br\/wp\/?page_id=7164","title":{"rendered":"A Primeira Fam\u00edlia Humana"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<a href='https:\/\/tmarchives.com.br\/wp\/pdf\/primeira.pdf' download='primeira.pdf' rel=\"noopener\"><figure class=\"wp-block-image alignright size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/tmarchives.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/download-6155763_1280-1024x1024.png\" alt=\"Download\" title=\"Download\"class=\"wp-image-8533\" style=\"object-fit:cover;width:41px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/tmarchives.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/download-6155763_1280-1024x1024.png 1024w, https:\/\/tmarchives.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/download-6155763_1280-300x300.png 300w, https:\/\/tmarchives.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/download-6155763_1280-150x150.png 150w, https:\/\/tmarchives.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/download-6155763_1280-768x768.png 768w, https:\/\/tmarchives.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/download-6155763_1280.png 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/a>\n\n\n\n<a href='https:\/\/tmarchives.com.br\/wp\/pdf\/primeira.pdf' target='_Blank' rel=\"noopener\">\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"32\" height=\"32\" src=\"https:\/\/tmarchives.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/impressora.png\" alt=\"Abrir e Imprimir\"  title=\"Abrir e Imprimir\" class=\"wp-image-8529\"  style=\"object-fit:cover\"\/><\/figure><\/a>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>.<\/p>\n\n\n\n<p>A Primeira Fam\u00edlia Humana<\/p>\n\n\n\n<p>O Documento 63 do Livro de Ur\u00e2ntia discorre sobre o surgimento dos primeiros seres humanos reconhecidos como tais no planeta Ur\u00e2ntia e destaca duas figuras centrais: Andon e Fonta.<\/p>\n\n\n\n<p>O autor, um Portador da Vida, narra que h\u00e1 cerca de 1 milh\u00e3o de anos surgiram, no oeste da \u00cdndia, os primeiros seres humanos: Andon e sua irm\u00e3-esposa, Fonta. Eles foram os primeiros a apresentar caracter\u00edsticas superiores de intelig\u00eancia e autoconsci\u00eancia, que os diferenciavam dos seus parentes primatas.<\/p>\n\n\n\n<p>Utilizavam ferramentas rudimentares e desenvolveram uma linguagem b\u00e1sica de sinais e sons. Andon e Fonta tiveram dezenove filhos, e esses filhos continuaram a desenvolver e aprimorar as caracter\u00edsticas humanas ao longo das gera\u00e7\u00f5es. A evolu\u00e7\u00e3o and\u00f4nica envolveu a forma\u00e7\u00e3o de cl\u00e3s, fundamentais para a sobreviv\u00eancia e o crescimento da popula\u00e7\u00e3o primitiva.<\/p>\n\n\n\n<p>As primeiras fam\u00edlias enfrentaram in\u00fameros desafios, incluindo a defesa contra predadores e a busca constante pela alimenta\u00e7\u00e3o. Eles tamb\u00e9m passaram a usar e controlar o fogo, o que foi um marco essencial para sua prote\u00e7\u00e3o e a prepara\u00e7\u00e3o de alimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o passar do tempo, os cl\u00e3s and\u00f4nicos come\u00e7aram a se espalhar pela Terra, diversificando-se em grupos e subgrupos. As migra\u00e7\u00f5es permitiram que se adaptassem a diferentes ambientes e condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, desenvolvendo uma vasta gama de culturas e pr\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>O Documento sublinha a import\u00e2ncia dos primeiros seres humanos na forma\u00e7\u00e3o da civiliza\u00e7\u00e3o e cultura terrestres. Sua capacidade de pensamento abstrato, inova\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o foi crucial para toda a evolu\u00e7\u00e3o humana posterior.<\/p>\n\n\n\n<p>O Documento 63 do LU pinta um quadro detalhado e vibrante das primeiras fam\u00edlias humanas e seus esfor\u00e7os para sobreviver e prosperar em um mundo cheio de desafios. A hist\u00f3ria de Andon e Fonta, bem como de seus descendentes, serve como um poderoso lembrete das ra\u00edzes profundas e resilientes da humanidade, em intermin\u00e1vel jornada de crescimento e progresso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"btn\"><b>Documento 63 do Livro de Ur\u00e2ntia<\/b><\/p>\n<h2>A Primeira Fam\u00edlia Humana<\/h2>\n<p id=\"U63_0_1\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:0.1 (711.1)<\/b><\/small><\/span> UR\u00c2NTIA foi registrada como um mundo habitado quando os dois primeiros seres humanos \u2014 os g\u00eameos \u2014 tinham onze anos de idade, e antes que se houvessem transformado nos pais dos primog\u00eanitos da segunda gera\u00e7\u00e3o de verdadeiros seres humanos. E, nessa ocasi\u00e3o de reconhecimento planet\u00e1rio formal, a mensagem do arcanjo de S\u00e1lvington terminava com estas palavras:<\/p>\n<p id=\"U63_0_2\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:0.2 (711.2)<\/b><\/small><\/span> \u201cA mente humana apareceu no 606 de Sat\u00e2nia, e esses pais da nova ra\u00e7a ser\u00e3o chamados de <em>Andon<\/em> e <em>Fonta.<\/em> E todos os arcanjos oram para que essas criaturas possam rapidamente ser dotadas com a d\u00e1diva do esp\u00edrito do Pai Universal, residindo nas suas pessoas\u201d. Andon \u00e9 um nome que em N\u00e9badon significa \u201ca primeira criatura, semelhante ao Pai, a demonstrar ter sede humana de perfei\u00e7\u00e3o\u201d. Fonta significa \u201ca primeira criatura, semelhante ao Filho, a demonstrar ter fome humana de perfei\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p id=\"U63_0_3\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:0.3 (711.3)<\/b><\/small><\/span> Andon e Fonta n\u00e3o conheciam esses nomes at\u00e9 que lhes foram conferidos, quando da \u00e9poca da fus\u00e3o deles com os seus Ajustadores do Pensamento. Quando da perman\u00eancia mortal deles em Ur\u00e2ntia, chamavam um ao outro de Sonta-an e de Sonta-en; Sonta-an significando \u201camado pela m\u00e3e\u201d, e Sonta-en significando \u201camada pelo pai\u201d. Eles deram esses nomes a si pr\u00f3prios, e os seus significados exprimem afei\u00e7\u00e3o e considera\u00e7\u00e3o m\u00fatuas.<\/p>\n<h2 id=\"U63_1_0\">1. Andon e Fonta<\/h2>\n<p id=\"U63_1_1\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:1.1 (711.4)<\/b><\/small><\/span> Sob muitos aspectos, Andon e Fonta foram o casal mais not\u00e1vel de seres humanos que jamais viveu na face da Terra. Esse par maravilhoso, os verdadeiros pais de toda a humanidade, sob todos os pontos de vista, foi superior a muitos dos seus descendentes imediatos; e ambos foram radicalmente diferentes de todos os seus ascendentes, tanto imediatos quanto remotos.<\/p>\n<p id=\"U63_1_2\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:1.2 (711.5)<\/b><\/small><\/span> Os pais desse primeiro casal humano eram aparentemente pouco diferentes da m\u00e9dia da sua tribo, embora estivessem entre os membros mais inteligentes daquele grupo que primeiro aprendeu a atirar pedras e usar a clava para lutar. Eles tamb\u00e9m faziam uso de lascas pontiagudas de pedras, s\u00edlex e ossos.<\/p>\n<p id=\"U63_1_3\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:1.3 (711.6)<\/b><\/small><\/span> Enquanto ainda viviam com os seus pais, Andon havia amarrado uma lasca aguda de pedra na extremidade da clava, usando tend\u00f5es animais com essa finalidade, e, em muitas oportunidades, fez uso dessa arma para salvar tanto a sua vida quanto a da sua igualmente aventureira e curiosa irm\u00e3, que infalivelmente o acompanhava em todas as suas caminhadas para explora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p id=\"U63_1_4\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:1.4 (711.7)<\/b><\/small><\/span> A decis\u00e3o de Andon e Fonta de deixar a tribo de primatas implica uma qualidade de mente muito acima da intelig\u00eancia grosseira que caracterizou tantos descendentes seus, que se rebaixaram cruzando com os seus primos atrasados das tribos simianas. Mas o vago sentimento que eles possu\u00edam, de serem algo mais do que meros animais, era devido \u00e0 outorga da personalidade e da amplifica\u00e7\u00e3o desta pela presen\u00e7a dos Ajustadores do Pensamento que passaram a residir nas suas mentes.<\/p>\n<h2 id=\"U63_2_0\">2. A Fuga dos G\u00eameos<\/h2>\n<p id=\"U63_2_1\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:2.1 (712.1)<\/b><\/small><\/span> Ap\u00f3s decidirem fugir em dire\u00e7\u00e3o ao norte, Andon e Fonta sucumbiram ao pr\u00f3prio medo durante um certo tempo, especialmente ao medo de desagradar ao pai e \u00e0 fam\u00edlia mais imediata. Eles imaginaram ser atacados por parentes hostis e, assim, reconheceram a possibilidade de encontrar a morte nas m\u00e3os dos seus j\u00e1 ciumentos companheiros de tribo. Quando jovens, os g\u00eameos tinham passado a maior parte do seu tempo em companhia um do outro e, por essa raz\u00e3o, nunca haviam sido muito populares entre os seus primos animais da tribo de primatas. E ainda pioraram a sua posi\u00e7\u00e3o na tribo ao constru\u00edrem uma morada isolada, e muito superior, em uma \u00e1rvore.<\/p>\n<p id=\"U63_2_2\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:2.2 (712.2)<\/b><\/small><\/span> E foi nesse novo lar, no meio do alto das \u00e1rvores, em uma noite em que foram despertados por uma violenta tempestade, ao se abra\u00e7arem ternamente por causa do medo, que decidiram final e completamente fugir do habitat tribal e daquele lar no topo das \u00e1rvores.<\/p>\n<p id=\"U63_2_3\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:2.3 (712.3)<\/b><\/small><\/span> Eles haviam preparado j\u00e1 um ref\u00fagio tosco na copa de uma \u00e1rvore, a meio dia de viagem para o norte. Esse foi o esconderijo secreto e seguro deles para o primeiro dia longe do lar na floresta. N\u00e3o obstante os g\u00eameos compartilharem o medo mortal, comum aos primatas, de estarem no ch\u00e3o no meio da noite, eles aventuraram-se a partir, pouco antes do anoitecer, tomando a sua trilha para o norte. Se bem que fosse necess\u00e1ria da parte deles uma coragem inusitada para empreender essa viagem noturna, mesmo com a lua cheia, eles conclu\u00edram corretamente que era menos prov\u00e1vel, desse modo, que sentissem a falta deles e que fossem perseguidos pelos companheiros da tribo e pelos parentes. E chegaram a salvo no local previamente preparado, um pouco antes da meia-noite.<\/p>\n<p id=\"U63_2_4\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:2.4 (712.4)<\/b><\/small><\/span> Na sua viagem para o norte, descobriram um dep\u00f3sito exposto de s\u00edlex e, encontrando muitas pedras com a forma adequada para v\u00e1rios usos, eles juntaram um suprimento para o futuro. Ao tentar lascar essas pedras de modo a que melhor se adaptassem para as v\u00e1rias finalidades, Andon descobriu a sua qualidade de fazer chispas e concebeu a id\u00e9ia de fazer fogo. Mas essa concep\u00e7\u00e3o n\u00e3o se firmou na sua mente naquele momento, pois o clima estava salubre e pouca necessidade havia de fogo.<\/p>\n<p id=\"U63_2_5\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:2.5 (712.5)<\/b><\/small><\/span> Mas o sol do outono j\u00e1 estava indo baixo no c\u00e9u e, ao rumarem para o norte, as noites ficaram cada vez mais frias. E eles j\u00e1 se viram for\u00e7ados a fazer uso de peles de animais para se aquecer. Antes que se completasse uma lua desde que estavam ausentes de casa, Andon deu a entender \u00e0 sua companheira que ele podia fazer fogo com as pedras duras. Eles tentaram por dois meses utilizar a fa\u00edsca da pedra para acender um fogo, mas nada conseguiram. Cada dia, o casal bateria as pedras e tentaria fazer a igni\u00e7\u00e3o da madeira. Finalmente, numa certa tarde \u00e0 hora do p\u00f4r do sol, o segredo da t\u00e9cnica foi descoberto quando ocorreu a Fonta subir em uma \u00e1rvore pr\u00f3xima para apanhar o ninho abandonado de um p\u00e1ssaro. O ninho estava seco e era altamente inflam\u00e1vel e conseq\u00fcentemente produziu uma chama abundante quando a chispa lhe caiu em cima. Eles ficaram t\u00e3o surpresos e assustados com o \u00eaxito, que quase perderam o fogo, mas salvaram-no adicionando o est\u00edmulo adequado e, ent\u00e3o, come\u00e7ou a primeira busca de lenha pelos pais da humanidade.<\/p>\n<p id=\"U63_2_6\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:2.6 (712.6)<\/b><\/small><\/span> Esse foi um dos momentos mais jubilosos das suas curtas, mas aventurosas vidas. Durante toda a noite, permaneceram vigiando o fogo queimar, compreendendo vagamente que tinham feito uma descoberta que lhes tornaria poss\u00edvel desafiar o clima e, assim, se tornarem para sempre independentes dos seus parentes animais das terras do sul. Depois de tr\u00eas dias de descanso e de desfrute do fogo, eles prosseguiram a sua viagem.<\/p>\n<p id=\"U63_2_7\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:2.7 (712.7)<\/b><\/small><\/span> Os primatas ascendentes de Andon haviam sempre mantido vivo o fogo que tinha sido aceso pelos raios, mas nunca antes as criaturas da Terra haviam tido a posse de um m\u00e9todo de come\u00e7ar o fogo quando quisessem. Todavia, demorou muito tempo para que os g\u00eameos ficassem sabendo que o musgo seco e outros materiais serviam para acender o fogo t\u00e3o bem quanto os ninhos de p\u00e1ssaros.<\/p>\n<h2 id=\"U63_3_0\">3. A Fam\u00edlia de Andon<\/h2>\n<p id=\"U63_3_1\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:3.1 (713.1)<\/b><\/small><\/span> Quase dois anos transcorreram, desde a noite em que os g\u00eameos partiram de casa, antes que o seu primeiro filho nascesse. Eles o chamaram de Sontad; e Sontad foi a primeira criatura que nasceu, em Ur\u00e2ntia, a ser enrolada em uma coberta protetora no momento do nascimento. A ra\u00e7a humana tinha tido o seu in\u00edcio, e com essa nova evolu\u00e7\u00e3o surgiu o instinto de cuidar devidamente das crian\u00e7as, as quais nasciam cada vez mais fracas; isso iria caracterizar o desenvolvimento progressivo da mente da ordem intelectual, em contraste com os tipos mais puramente animais.<\/p>\n<p id=\"U63_3_2\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:3.2 (713.2)<\/b><\/small><\/span> Andon e Fonta tiveram dezenove filhos ao todo, e viveram para desfrutar do conv\u00edvio com quase meia centena de netos e meia d\u00fazia de bisnetos. A fam\u00edlia domiciliava-se em quatro abrigos cont\u00edguos na rocha, ou grutas, tr\u00eas das quais eram interligadas por passagens que tinham sido escavadas no calc\u00e1rio macio, com os instrumentos de pedra criados pelos filhos de Andon.<\/p>\n<p id=\"U63_3_3\"   >  <span class=\"btn\"><small><b>63:3.3 (713.3)<\/b><\/small><\/span> Esses primeiros andonitas evidenciaram um esp\u00edrito marcante de grupo; ca\u00e7avam em grupos e nunca se distanciavam muito do local da pr\u00f3pria casa. Pareciam compreender que eram um grupo isolado e singular de seres vivos e que, por isso, deviam evitar separar-se. Esse sentimento de parentesco \u00edntimo sem d\u00favida era devido \u00e0 ministra\u00e7\u00e3o mental intensificada dos esp\u00edritos ajudantes.<\/p>\n<p id=\"U63_3_4\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:3.4 (713.4)<\/b><\/small><\/span> Andon e Fonta trabalharam incessantemente para nutrir e elevar o seu cl\u00e3. Viveram at\u00e9 a idade de quarenta e dois anos, quando ambos foram mortos durante um abalo da terra, pela queda de uma rocha pendente. Cinco dos seus filhos e onze netos pereceram com eles, e quase vinte dos descendentes deles sofreram ferimentos s\u00e9rios.<\/p>\n<p id=\"U63_3_5\"   >  <span class=\"btn\"><small><b>63:3.5 (713.5)<\/b><\/small><\/span> Com a morte dos seus pais, Sontad, a despeito de estar com um p\u00e9 seriamente ferido, assumiu imediatamente a lideran\u00e7a do cl\u00e3 e foi habilmente ajudado pela sua mulher, a sua irm\u00e3 mais velha. A primeira tarefa deles foi rolar as pedras para enterrar definitivamente os seus pais, irm\u00e3os, irm\u00e3s e filhos mortos. Um significado indevido n\u00e3o deveria estar ligado a esse ato de enterrar. Suas id\u00e9ias de sobreviv\u00eancia depois da morte eram muito vagas e indefinidas, derivando-se essencialmente da vida dos sonhos fant\u00e1sticos e variados que tinham.<\/p>\n<p id=\"U63_3_6\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:3.6 (713.6)<\/b><\/small><\/span> Essa fam\u00edlia de Andon e Fonta manteve-se unida at\u00e9 a vig\u00e9sima gera\u00e7\u00e3o, quando um misto de competi\u00e7\u00e3o pelos alimentos e de atrito social trouxe o come\u00e7o da dispers\u00e3o.<\/p>\n<h2 id=\"U63_4_0\">4. Os Cl\u00e3s And\u00f4nicos<\/h2>\n<p id=\"U63_4_1\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:4.1 (713.7)<\/b><\/small><\/span> Os homens primitivos \u2014 os andonitas \u2014 tinham olhos negros e uma tez bronzeada, algo como um cruzamento de amarelo com vermelho. A melanina \u00e9 uma subst\u00e2ncia que d\u00e1 a cor e que \u00e9 encontrada nas peles de todos os seres humanos. \u00c9 o pigmento original da pele and\u00f4nica. Pela apar\u00eancia geral e pela cor da pele, esses andonitas primitivos pareciam-se mais com os esquim\u00f3s atuais do que com qualquer outro tipo vivo de seres humanos. Eles foram as primeiras criaturas a usarem peles de animais como prote\u00e7\u00e3o contra o frio; tinham um pouco mais de p\u00ealos, nos seus corpos, do que os humanos dos dias atuais.<\/p>\n<p id=\"U63_4_2\"   >  <span class=\"btn\"><small><b>63:4.2 (713.8)<\/b><\/small><\/span> A vida tribal dos ancestrais animais desses homens primitivos deixa antever o come\u00e7o de numerosas conven\u00e7\u00f5es sociais e, com as emo\u00e7\u00f5es em expans\u00e3o e os poderes cerebrais desses seres aumentados, houve um desenvolvimento imediato na organiza\u00e7\u00e3o social e uma nova divis\u00e3o do trabalho no cl\u00e3. Eles eram excessivamente imitativos, mas o instinto de jogar estava apenas ligeiramente desenvolvido e o senso de humor estava ainda quase inteiramente ausente. O homem primitivo sorria ocasionalmente, mas nunca se permitia o riso sincero. O humor foi um legado da ra\u00e7a Ad\u00e2mica posterior. Esses primeiros seres humanos n\u00e3o eram t\u00e3o sens\u00edveis \u00e0 dor nem t\u00e3o reativos a situa\u00e7\u00f5es desagrad\u00e1veis como o foram muitos dos mortais evolutivos que surgiram mais recentemente. O parto dos filhos n\u00e3o era uma prova t\u00e3o dolorosa, nem t\u00e3o angustiante, para Fonta ou para a sua prog\u00eanie imediata.<\/p>\n<p id=\"U63_4_3\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:4.3 (714.1)<\/b><\/small><\/span> Eles formavam uma tribo maravilhosa. Os homens lutariam heroicamente pela seguran\u00e7a das suas companheiras e da sua prog\u00eanie; as mulheres eram afetuosamente devotadas aos seus filhos. Mas o seu patriotismo era inteiramente limitado ao cl\u00e3 imediato. Eles eram muito leais \u00e0s suas fam\u00edlias; morreriam sem questionar em defesa dos seus filhos, mas n\u00e3o eram capazes de captar a id\u00e9ia de tentar fazer do mundo um lugar melhor para os seus netos. O altru\u00edsmo ainda n\u00e3o havia nascido no cora\u00e7\u00e3o humano, se bem que todas as emo\u00e7\u00f5es essenciais, ao surgimento da religi\u00e3o, estivessem j\u00e1 presentes nesses abor\u00edgines de Ur\u00e2ntia.<\/p>\n<p id=\"U63_4_4\"   >  <span class=\"btn\"><small><b>63:4.4 (714.2)<\/b><\/small><\/span> Esses primeiros homens possu\u00edam uma afei\u00e7\u00e3o tocante pelos seus companheiros e certamente tinham uma id\u00e9ia real, se bem que tosca, da amizade. Era uma coisa comum, um pouco mais tarde, durante as suas batalhas constantes e repetidas com as tribos inferiores, ver um desses homens primitivos lutando valentemente com uma das m\u00e3os, enquanto, com a outra, tentava proteger e salvar um guerreiro companheiro ferido. Muitos dos tra\u00e7os mais nobres e altamente humanos, t\u00edpicos do desenvolvimento evolucion\u00e1rio subseq\u00fcente, estavam j\u00e1 esbo\u00e7ados de modo tocante nesses povos primitivos.<\/p>\n<p id=\"U63_4_5\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:4.5 (714.3)<\/b><\/small><\/span> O cl\u00e3 andonita original manteve uma linha ininterrupta de lideran\u00e7a at\u00e9 a vig\u00e9sima-s\u00e9tima gera\u00e7\u00e3o, quando, n\u00e3o surgindo nenhuma prole masculina entre os descendentes diretos de Sontad, dois poss\u00edveis governantes rivais do cl\u00e3 lan\u00e7aram-se na luta pela supremacia.<\/p>\n<p id=\"U63_4_6\"   >  <span class=\"btn\"><small><b>63:4.6 (714.4)<\/b><\/small><\/span> Antes da ampla dispers\u00e3o dos cl\u00e3s andonitas, uma linguagem bem desenvolvida evolu\u00edra dos seus esfor\u00e7os iniciais para intercomunicar-se. Essa linguagem continuou a progredir e, quase quotidianamente, eram feitos acr\u00e9scimos a ela por causa das novas inven\u00e7\u00f5es e adapta\u00e7\u00f5es ao meio ambiente, desenvolvidas por esse povo ativo, incans\u00e1vel e curioso. E essa linguagem tornou-se a palavra de Ur\u00e2ntia, a l\u00edngua da fam\u00edlia humana inicial, at\u00e9 o aparecimento posterior das ra\u00e7as coloridas.<\/p>\n<p id=\"U63_4_7\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:4.7 (714.5)<\/b><\/small><\/span> \u00c0 medida que o tempo passou, os cl\u00e3s andonitas cresceram em n\u00famero, e o contato das fam\u00edlias em expans\u00e3o gerou atritos e mal-entendidos. Apenas duas coisas ocupavam as mentes desses povos: a ca\u00e7a para obter a comida e a luta para vingar-se de alguma injusti\u00e7a ou de algum insulto, reais ou supostos, da parte das tribos vizinhas.<\/p>\n<p id=\"U63_4_8\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:4.8 (714.6)<\/b><\/small><\/span> As contendas familiares cresceram, as guerras tribais irromperam e perdas s\u00e9rias aconteceram entre os melhores elementos dos grupos mais capazes e avan\u00e7ados. Algumas dessas perdas foram irrepar\u00e1veis, pois algumas das linhagens de maior valor, em capacidade e intelig\u00eancia, ficaram para sempre perdidas para o mundo. Essa ra\u00e7a inicial e a sua civiliza\u00e7\u00e3o primitiva foram amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o por essa guerra sem fim entre os cl\u00e3s.<\/p>\n<p id=\"U63_4_9\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:4.9 (714.7)<\/b><\/small><\/span> \u00c9 imposs\u00edvel a tais seres primitivos viverem muito tempo juntos em paz. O homem \u00e9 descendente de animais lutadores e, quando estreitamente associados, tais povos sem cultura passam a irritar-se e ofendem uns aos outros. Os Portadores da Vida conhecem essa tend\u00eancia entre as criaturas evolucion\u00e1rias e, por isso, tomam as suas precau\u00e7\u00f5es de separa\u00e7\u00f5es eventuais entre os seres humanos em desenvolvimento, em pelo menos tr\u00eas, e mais freq\u00fcentemente em seis ra\u00e7as distintas e separadas.<\/p>\n<h2 id=\"U63_5_0\">5. A Dispers\u00e3o dos Andonitas<\/h2>\n<p id=\"U63_5_1\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:5.1 (715.1)<\/b><\/small><\/span> As primeiras ra\u00e7as andonitas n\u00e3o penetraram muito longe na \u00c1sia e, a princ\u00edpio, n\u00e3o entraram na \u00c1frica. A geografia daqueles tempos apontava-lhes o norte, e cada vez mais para o norte esses povos viajaram, at\u00e9 serem impedidos pelo gelo da terceira invas\u00e3o glacial que avan\u00e7ava vagarosamente.<\/p>\n<p id=\"U63_5_2\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:5.2 (715.2)<\/b><\/small><\/span> Antes que essa imensa camada de gelo alcan\u00e7asse a Fran\u00e7a e as Ilhas Brit\u00e2nicas, os descendentes de Andon e Fonta haviam sido empurrados para o oeste na Europa e haviam-se estabelecido em mais de mil locais separadamente, ao longo dos grandes rios que iam at\u00e9 as \u00e1guas, ent\u00e3o quentes, do mar do norte.<\/p>\n<p id=\"U63_5_3\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:5.3 (715.3)<\/b><\/small><\/span> Essas tribos andonitas foram as primeiras moradoras das margens dos rios na Fran\u00e7a; e viveram ao longo do rio Somme por dezenas de milhares de anos. O Somme \u00e9 o \u00fanico rio que n\u00e3o mudou durante as eras glaciais, correndo para o mar, naqueles dias, do mesmo modo como o faz hoje. E isso explica por que tantas evid\u00eancias dos descendentes andonitas s\u00e3o encontradas ao longo do vale do curso desse rio.<\/p>\n<p id=\"U63_5_4\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:5.4 (715.4)<\/b><\/small><\/span> Esses abor\u00edgines de Ur\u00e2ntia n\u00e3o moravam em \u00e1rvores, embora nas emerg\u00eancias eles ainda se refugiassem no topo delas. Eles habitavam regularmente no abrigo das fal\u00e9sias, ao longo dos rios e nas grotas das colinas, as quais lhes permitiam uma boa vista de quem se aproximasse e os abrigava contra os elementos do tempo. Assim, podiam desfrutar do conforto das suas fogueiras, sem serem muito incomodados pela fuma\u00e7a. E tampouco eram realmente habitantes das cavernas, se bem que, em tempos posteriores, as camadas de gelo chegaram at\u00e9 o sul e empurraram os seus descendentes para dentro de cavernas. Eles preferiam acampar perto da borda de uma floresta e ao lado de uma correnteza.<\/p>\n<p id=\"U63_5_5\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:5.5 (715.5)<\/b><\/small><\/span> Muito cedo se tornaram notavelmente espertos a ponto de camuflar as suas moradas, parcialmente abrigadas, e demonstraram grande habilidade para construir quartos de dormir, de pedra, cabanas em forma de domo, para dentro das quais eles rastejavam \u00e0 noite. A entrada desse abrigo era fechada, rolando-se uma pedra para a frente dela, uma grande pedra que tinha sido colocada do lado de dentro com esse prop\u00f3sito, antes que as pedras do teto fossem postas nos seus lugares.<\/p>\n<p id=\"U63_5_6\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:5.6 (715.6)<\/b><\/small><\/span> Os andonitas eram ca\u00e7adores destemidos e bem-sucedidos e, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o de morangos selvagens e de certas frutas das \u00e1rvores, viviam exclusivamente de carne. Do mesmo modo como Andon inventou o machado de pedra, tamb\u00e9m os seus descendentes logo descobriram e tornaram efetivo o uso da lan\u00e7a e do arp\u00e3o. Afinal uma mente criadora de instrumentos funcionava em conjun\u00e7\u00e3o com uma m\u00e3o destra no uso desse implemento, e esses humanos primitivos tornaram-se altamente h\u00e1beis na elabora\u00e7\u00e3o de ferramentas de pedra. Viajavam por toda parte, em busca da pedra mais dura, do mesmo modo que os humanos de hoje viajam aos confins da Terra em busca de ouro, platina e diamantes.<\/p>\n<p id=\"U63_5_7\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:5.7 (715.7)<\/b><\/small><\/span> E, de v\u00e1rios outros modos, essas tribos andonitas manifestaram um grau de intelig\u00eancia que os seus descendentes retr\u00f3grados n\u00e3o atingiram em meio milh\u00e3o de anos, ainda que, muitas vezes, hajam redescoberto v\u00e1rios m\u00e9todos de acender o fogo.<\/p>\n<h2 id=\"U63_6_0\">6. \u00d4nagar \u2014 O Primeiro a Ensinar a Verdade<\/h2>\n<p id=\"U63_6_1\"   >  <span class=\"btn\"><small><b>63:6.1 (715.8)<\/b><\/small><\/span> \u00c0 medida que a dispers\u00e3o andonita se estendeu, o status cultural e espiritual dos cl\u00e3s retrocedeu por quase dez mil anos, at\u00e9 os dias de Onagar, que assumiu a lideran\u00e7a dessas tribos, trouxe a paz entre elas e, pela primeira vez, conduziu todas \u00e0 adora\u00e7\u00e3o \u201cd\u2019Aquele que d\u00e1 o alento aos homens e animais\u201d.<\/p>\n<p id=\"U63_6_2\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:6.2 (716.1)<\/b><\/small><\/span> Andon havia se confundido muito em termos de filosofia; assim, havia escapado por pouco de tornar-se um adorador do fogo, em vista do grande conforto que se derivava da sua descoberta acidental. A raz\u00e3o, entretanto, desviou-o da sua pr\u00f3pria descoberta, orientando-o para o sol como uma fonte superior de calor e de luz e mais inspiradora de temor e rever\u00eancia; mas por ele estar muito longe tamb\u00e9m, n\u00e3o se tornou um adorador do sol.<\/p>\n<p id=\"U63_6_3\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:6.3 (716.2)<\/b><\/small><\/span> Os andonitas logo desenvolveram um medo dos elementos: trov\u00e3o, rel\u00e2mpago, chuva, neve, granizo e gelo. Mas a fome permanecia como o impulso mais constantemente recorrente nesses dias primitivos e, j\u00e1 que subsistiam basicamente de comer animais, finalmente, eles desenvolveram uma forma de adora\u00e7\u00e3o aos animais. Para Andon, os maiores animais comest\u00edveis eram s\u00edmbolos da for\u00e7a criativa e do poder de sustenta\u00e7\u00e3o. De quando em quando, tornou-se um costume designar v\u00e1rios desses animais maiores como objeto de adora\u00e7\u00e3o. Durante o tempo em que estava em voga um animal em particular, contornos toscos dele eram desenhados nas paredes das cavernas e, mais tarde, com o progresso cont\u00ednuo que se fazia nas artes, esse deus-animal era gravado em v\u00e1rios ornamentos.<\/p>\n<p id=\"U63_6_4\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:6.4 (716.3)<\/b><\/small><\/span> Os povos andonitas formaram, muito cedo, o h\u00e1bito de renunciar a comer a carne do animal da venera\u00e7\u00e3o tribal. Brevemente, com a finalidade de impressionar mais fortemente as mentes dos seus jovens, eles estabeleceram uma cerim\u00f4nia de rever\u00eancia, que era feita em torno do corpo de um desses animais venerados; e, mais tarde ainda, essa celebra\u00e7\u00e3o primitiva transformou-se, entre os seus descendentes, em cerim\u00f4nias mais elaboradas e com sacrif\u00edcios. Essa \u00e9 a origem dos sacrif\u00edcios como uma parte da adora\u00e7\u00e3o. Essa id\u00e9ia foi elaborada por Mois\u00e9s no ritual hebreu e conservada, no seu princ\u00edpio, pelo ap\u00f3stolo Paulo, como doutrina de expia\u00e7\u00e3o do pecado por meio do \u201cderramamento de sangue\u201d.<\/p>\n<p id=\"U63_6_5\"   >  <span class=\"btn\"><small><b>63:6.5 (716.4)<\/b><\/small><\/span> Que o alimento tivesse sido uma coisa de import\u00e2ncia t\u00e3o suprema nas vidas desses seres humanos primitivos \u00e9 mostrado pela prece ensinada a esses homens simples por Onagar, o seu grande educador. E essa prece era:<\/p>\n<p id=\"U63_6_6\"   >  <span class=\"btn\"><small><b>63:6.6 (716.5)<\/b><\/small><\/span> \u201c\u00d3 Alento da Vida, no dia de hoje, dai-nos a nossa comida di\u00e1ria, livrai-nos da maldi\u00e7\u00e3o do gelo, salvai-nos dos nossos inimigos da floresta e, com miseric\u00f3rdia recebei-nos no Grande Al\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p id=\"U63_6_7\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:6.7 (716.6)<\/b><\/small><\/span> Onagar mantinha o seu centro de apoio \u00e0s margens setentrionais do antigo mar Mediterr\u00e2neo, na regi\u00e3o onde est\u00e1 o atual mar C\u00e1spio, em uma col\u00f4nia chamada Oban; esse local de perman\u00eancia era situado no ponto onde a trilha que vinha do sul da Mesopot\u00e2mia, e levava ao norte, fazia uma curva para oeste. De Oban, ele enviou educadores \u00e0s col\u00f4nias mais long\u00ednquas para disseminar as suas novas doutrinas de uma Deidade \u00fanica e o seu conceito da vida futura, que ele denominava de Grande Al\u00e9m. Esses emiss\u00e1rios de Onagar foram os primeiros mission\u00e1rios do mundo; foram tamb\u00e9m os primeiros seres humanos a cozinhar a carne, os primeiros a usar regularmente o fogo para o preparo da comida. Eles cozinhavam a carne nas extremidades de espetos e tamb\u00e9m em pedras quentes; posteriormente, eles tostavam grandes peda\u00e7os no fogo, mas os seus descendentes voltaram a usar, quase que inteiramente, a carne crua.<\/p>\n<p id=\"U63_6_8\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:6.8 (716.7)<\/b><\/small><\/span> Onagar nasceu h\u00e1 983 323 anos (contados do ano 1934 d.C.) e viveu at\u00e9 os sessenta e nove anos de idade. O registro das realiza\u00e7\u00f5es dessa mente mestra e desse l\u00edder espiritual dos dias anteriores ao Pr\u00edncipe Planet\u00e1rio \u00e9 uma r\u00e9cita emocionante sobre a organiza\u00e7\u00e3o desses povos primitivos em uma sociedade verdadeira. Ele instituiu um governo tribal eficaz, que continuou sem par durante as gera\u00e7\u00f5es seguintes por muitos mil\u00eanios. Nunca mais, at\u00e9 a chegada do Pr\u00edncipe Planet\u00e1rio, houve uma civiliza\u00e7\u00e3o t\u00e3o altamente espiritual na Terra. Esse povo simples possu\u00eda uma religi\u00e3o real, ainda que primitiva, mas que foi subseq\u00fcentemente perdida com os seus descendentes em decad\u00eancia.<\/p>\n<p id=\"U63_6_9\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:6.9 (717.1)<\/b><\/small><\/span> Ainda que ambos, Andon e Fonta tenham recebido Ajustadores do Pensamento, exatamente como muitos dos seus descendentes, n\u00e3o foi sen\u00e3o nos dias de Onagar que os Ajustadores e os serafins guardi\u00e3es vieram em grande n\u00famero para Ur\u00e2ntia. E essa foi, de fato, a idade dourada do homem primitivo.<\/p>\n<h2 id=\"U63_7_0\">7. A Sobreviv\u00eancia de Andon e Fonta<\/h2>\n<p id=\"U63_7_1\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:7.1 (717.2)<\/b><\/small><\/span> Andon e Fonta, os fundadores espl\u00eandidos da ra\u00e7a humana, receberam reconhecimento na \u00e9poca do julgamento de Ur\u00e2ntia, quando da chegada do Pr\u00edncipe Planet\u00e1rio, e, no tempo devido, eles emergiram, do regime dos mundos das mans\u00f5es, com status de cidadania em Jerus\u00e9m. Embora nunca lhes haja sido permitido voltar a Ur\u00e2ntia, s\u00e3o conhecedores da hist\u00f3ria da ra\u00e7a que fundaram. Eles afligiram-se com a trai\u00e7\u00e3o de Calig\u00e1stia, lamentaram-se por causa da falta Ad\u00e2mica, mas rejubilaram-se sobremaneira quando receberam o an\u00fancio de que Michael havia selecionado o mundo deles como cen\u00e1rio para a sua auto-outorga final.<\/p>\n<p id=\"U63_7_2\"  >  <span class=\"btn\"><small><b>63:7.2 (717.3)<\/b><\/small><\/span> Em Jerus\u00e9m, tanto Andon quanto Fonta fusionaram-se aos seus Ajustadores do Pensamento, como o fizeram tamb\u00e9m v\u00e1rios dos seus filhos, inclusive Sontad, mas a maioria dos seus descendentes, mesmo os imediatos, apenas logrou a fus\u00e3o com o Esp\u00edrito.<\/p>\n<p id=\"U63_7_3\"   >  <span class=\"btn\"><small><b>63:7.3 (717.4)<\/b><\/small><\/span> Andon e Fonta, pouco depois da sua chegada em Jerus\u00e9m, receberam do Soberano do Sistema permiss\u00e3o para retornarem ao primeiro mundo das mans\u00f5es e servirem junto \u00e0s personalidades moronciais que d\u00e3o as boas-vindas aos peregrinos do tempo, vindos de Ur\u00e2ntia para as esferas celestes. E foram designados indefinidamente para esse servi\u00e7o. Eles tentaram enviar sauda\u00e7\u00f5es a Ur\u00e2ntia por meio dessas revela\u00e7\u00f5es, mas esse pedido lhes foi sabiamente negado.<\/p>\n<p id=\"U63_7_4\"   >  <span class=\"btn\"><small><b>63:7.4 (717.5)<\/b><\/small><\/span> E \u00e9 essa a narra\u00e7\u00e3o do cap\u00edtulo mais her\u00f3ico e fascinante em toda a hist\u00f3ria de Ur\u00e2ntia, a hist\u00f3ria da evolu\u00e7\u00e3o, das lutas de vida, da morte e da sobreviv\u00eancia eterna dos progenitores singulares de toda a humanidade.<\/p>\n<p id=\"U63_7_5\"   >  <span class=\"btn\"><small><b>63:7.5 (717.6)<\/b><\/small><\/span> [Apresentado por um Portador da Vida residente em Ur\u00e2ntia.]<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>. A Primeira Fam\u00edlia Humana O Documento 63 do Livro de Ur\u00e2ntia discorre sobre o surgimento dos primeiros seres humanos reconhecidos como tais no planeta Ur\u00e2ntia e destaca duas figuras centrais: Andon e Fonta. 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